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Buscando o primeiro milhão

Blog simples e informal. Assuntos de investimentos no Brasil e no exterior, finanças pessoais, viagens, lifestyle, positivismo e coisas boas da vida. Vamos todos juntos buscar o primeiro milhão com qualidade de vida. As opiniões serão sempre bem vindas.


 Fala galera da Finansfera!!!



Hoje quero compartilhar com vocês uma indignação que tenho em relação a esse papo de que temos que dar mais condições às classes mais pobres, taxas, impostos, governo, exclusão social nos direitos e algumas coisitas a mais que geram polêmica. Minha intenção não é discutir política, mas sim trazer à reflexão alguns temas que raramente vemos pessoas comentando por aí. Acredito que falta um pouco de bate papo e indignação do povo para que certas coisas mudem.


Dirigir não é para pobre!

Já vou começar o post falando do cerne da questão que quero trazer. Fazendo uma análise mais profunda sobre o direito de dirigir, cheguei à conclusão de que dirigir não é para pobre. Quando digo pobre, me refiro a uma pessoa que receba 2 salários mínimos por mês. Esta classificação foi dada pelo instituto BPM de pesquisas aplicadas porque se considerar o IBGE, pobre é quem vive com U$ 5,50 por dia, ou seja, algo em torno de U$ 165,00 por mês o que equivale a mais ou menos R$ 910,00. 

Quando digo que fico indignado com essas coisas é pelo fato de existirem tantas leis, regras, taxas e tributos absurdos para que você tenha o simples direito de exercer seu direito. Dirigir é algo muito simples, mas o estado acaba complicando, cobrando caro e ainda por cima te reprovando, caso você não faça exatamente como o instrutor indicou e o examinador cobrou. Você fica reprovado por ter esquecido de ligar a seta e aí paga mais taxas,  sendo que no dia a dia quantas pessoas não ligam a seta?

Claro que, com isso, não quero dizer que não devemos ensinar e cobrar que liguem a maldita seta, mas que a educação é melhor do que a cobrança financeira. Não é cobrando dinheiro que exatamente vamos educar o povo. É a conscientização da necessidade de realizar uma ação que educa.

Quando digo que dirigir não é para pobre é porque tirar uma carteira de habilitação é muito caro. Além de caro, é demorado e ineficiente. Mais uma vez repito que não é exatamente eficaz ir até a autoescola, gastar alguns milhares de reais e sair de lá já conscientizado de como devemos dirigir. A conscientização virá com o tempo e com o aprendizado das leis que você pode estudar online sem precisar pagar nenhuma taxa.




Dirigir é um direito seu e algo extremamente normal e necessário

Continuando no raciocínio, dirigir não é um dom ou um privilégio. Dirigir é algo normal, é seu direito e é necessário. Nós dependemos da habilidade de dirigir para trabalhar. Mas o que acontece na nossa sociedade é que para você exercer seu direito você tem que pagar caro e ficar sob rígidas leis de cobrança que, na verdade, tiram seu dinheiro mas não te educam.

Recentemente, estava conversando com o namorado da minha filha e explicando pra ele sobre esse assunto. Ele está tirando a CNH e pagando todas as taxas. É um rapaz de 20 anos que está cursando faculdade e não trabalha, apenas ajuda o avô em algumas questões e é remunerado por isso. Consequentemente, para melhorar sua qualidade de vida e até mesmo para cuidar de seu avô que já tem alguns problemas de saúde, dirigir é uma necessidade para ele.

Milhares de pessoas trabalham como motoristas e pagam caro para trabalhar. Até a aprovação do decreto que eleva para 10 anos a renovação da CNH, a cada 5 anos o cidadão era obrigado a pagar taxas e realizar exames para continuar trabalhando. Claro que o discurso é bonito, a intenção é manter as pessoas saudáveis no trânsito porque pode matar alguém e blá blá blá. Mas uma pessoa dos 20 até os 50 anos praticamente não apresenta problemas tão graves que possa impedir de dirigir. Mesmo assim, ainda há o discernimento da própria pessoa em parar de dirigir caso não esteja bem e da própria família que não quer perder o ente querido em um acidente.

Mas você pode dizer que o estado precisa se certificar disso e a renovação pagando taxas é sim uma necessidade. Bom, neste caso você concorda que o estado é que sabe o que é melhor para você e não você mesmo. Será que o estado está realmente preocupado com sua saúde mais do que você e seus familiares?  Fica a reflexão.


Quanto custa tirar CNH no Rio de Janeiro?

Fiz uma pesquisa rápida com o namorado da minha filha e depois em alguns sites de autoescola na internet. O valor para tirar a primeira habilitação de carro e moto custa em torno de R$ 2.000,00 a R$ 2.500,00. Se alguém tiver números diferentes e quiser atualizar, agradeço.


O que preciso para tirar CNH

Como se já não fosse caro, é burocrático e demorado tirar uma CNH. O custo varia de estado para estado. Pesquisei um pouco no Rio de Janeiro e listei a peregrinação que é tirar uma habilitação para dirigir. Reforço duas coisas aqui: primeiro, se tiver algum dado errado, por favor me corrijam; segundo, quero reforçar que é seu direito, não é nada extraordinário, mas mesmo assim é uma dificuldade tremenda para tirar a primeira CNH. Dito isto, vamos às etapas:

  1. Pagar o tal Documento Único de arrecadação (DUDA) no valor de R$ 300,68 ( se ficar reprovado paga mais R$ 112,38);
  2. Agendar no Detran para levar os documentos e fazer o cadastro. Aqui entra toda aquela eficiência de um órgão estatal né, demora no atendimento, marcação para até um mês à frente e por aí em diante;
  3. Ir até o Detran no horário agendado e realizar o cadastro munido de todos os documentos. Pelo amor de Deus, não vá sem nenhum documento obrigatório senão você tem que fazer tudo de novo.
  4. Fazer o exame clínico em uma clínica indicada por eles;
  5. Após as 4 etapas anteriores completas, você poderá agendar as aulas teóricas. São 45 tempos de aulas teóricas que nada mais é do que ler o código de trânsito. Após, você deverá realizar uma prova de 30 questões e acertar 21 para ser aprovado. Repito, são 45 aulas teóricas para você fazer uma simples prova de trânsito.
  6. Após a aprovação na parte teórica, você estará autorizado a marcar as 20 aulas práticas. Sim, são 20 aulas práticas em uma autoescola credenciada. (sacou a maldade no credenciada? Questões políticas que te obrigam a pagar por isso);
  7. Realizar as 20 aulas o que pode ser uma tarefa bem demorada para quem trabalha e mal consegue realizar uma aula por dia;
  8. Realizar a prova prática e somente após ser aprovado, aguardar no mínimo 5 dias para pegar sua permissão para dirigir.
Vocês conseguem enxergar que o simples ato de dirigir leva mais de um mês para ser permitido? Aquilo que deveria ser simples, rápido e prático é difícil, demorado e nada prático. Tudo isso para que você exerça seu direito de dirigir. Várias regras foram criadas para que você gaste muito dinheiro e tempo para ter seu direito.

Dirigir um carro é mais difícil do que pilotar um avião. Lembro que quando estava na Academia da Força Aérea, tínhamos vários cadetes que não possuíam habilitação mas já pilotavam um avião. Por que eles pilotavam um avião com menos de 18 anos? Porque foi ensinado e eles estudaram bastante tudo referente ao voo. Ninguém cobrou dinheiro deles pra isso.


Reflexões sobre seu direito de dirigir

Para que o post não fique extremamente grande, vou finalizar por aqui deixando algumas reflexões. São algumas questões que eu faço constantemente a mim e a outros para ouvir justificativas e tentar acreditar em alguma delas.

  1. Por que não fazem o exame teórico sem precisar das 45 aulas teóricas e pagas? Poderíamos fazer igual um concurso público. Você se vira para estudar e depois faz a prova. Para garantir que você estudou e sabe das regras, podemos criar uma prova com muito mais questões abrangendo mais tópicos. Se você não passar, terá que estudar mais. Tem pessoas que vão conseguir estudar 10 horas e passar e tem pessoas que vão precisar das 45 aulas;
  2. Por que não permitem que marquemos a prova prática sem necessidade de 20 horas de aula na autoescola? Se você aprendeu a dirigir sozinho, ou com sua família ou até mesmo na autoescola, por que obrigar a ter 20 horas de prática? Tem pessoas que com 10 aulas já estão aptas a realizar a prova;
  3. Por que demorar tanto para entregar sua permissão para dirigir? Qual é o problema em a pessoa realizar a prova e depois ir até um guichê e pegar a impressão de sua permissão? Não consigo entender a dificuldade em agilizar o processo.
Somente essas ações já desburocratizariam o processo de tirar a CNH, ficaria tudo mais barato e ainda por cima permitiria que as pessoas se preparassem no seu tempo. Essas ideias são simples e não são difíceis de implantar. Se você tem mais alguma ideia que facilite a retirada da CNH por parte da população, deixe aqui nos comentários.


    Considerações finais 

Eu tenho muitas outras considerações a fazer sobre este assunto e, por isso, acho que vou fazer um BPMCast para ter mais liberdade de explicar o que quero dizer. Minha ideia é trazer à reflexão que o estado atrapalha sua vida no simples direito de dirigir. Dizem que isso tudo é para garantir sua segurança, mas cobram caríssimo por isso dificultando que as pessoas de baixa renda tirem a CNH. Afinal, alguém que ganha 2 mil por mês tem dificuldade de pagar mais de 2 mil em uma CNH e nem entramos no mérito de quanto custa ter um carro considerando impostos.

Ainda na esteira dos valores altíssimos para tirar a CNH e possuir um carro, entra a questão de criar um IPVA para barcos e jetski. Esse é um assunto para ser debatido depois e, mais uma vez, o estado cria uma dificuldade para o pobre ter esses bens. O sonho é que essas coisas possam ser de fácil acesso a todos e não somente a quem tem dinheiro, mas não é o que o estado quer. Se você acha que o rico está preocupado em pagar um IPVA sobre seu barco, você está enganado, quem está preocupado é aquele amante de náutica que juntou dinheiro para comprar um veleiro de 40 mil reais e vai ter que pagar mais impostos. Soma-se, então, IPVA do carro e do seu pequeno veleiro.

Então, o que você acha do assunto? Extenso e polêmico não é? Deixe seus comentários abaixo e em breve farei um BPMCast para explicar um pouco mais meu ponto de vista e debater o assunto.

Forte abraço a todos!

BPM


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Fala galera da Finansfera!!!



Se tem uma coisa que a gente vê hoje em dia na internet são discussões, debates, xingamentos, ofensas, desrespeito e várias outras formas de agressão. O mundo está polarizado. A falta de respeito às opiniões alheias assumiram o lugar de ouvir e rebater com argumentos, ideias e fatos. Algumas redes sociais parecem fomentar esse tipo de atitude.

Por isso hoje vou trazer um assunto que, se aplicado pelo menos em parte, podemos melhorar em muito o nível de debate tanto nas redes sociais como pessoalmente ou por escrito em textos. Se você ler este post e concordar em colocar parte em prática, verá que estará evoluindo bastante. Caso não coloque, saberá que está contribuindo apenas para tornar as redes sociais mais tóxicas do que já estão.

A toxidade das redes sociais

Quando falamos de ser tóxica, a rede social, que ao meu ver, é a campeã é o Twitter. Enquanto no Instagram as pessoas ficam postando vida perfeita, maneira correta de ganhar dinheiro e ficar milionário e de vez em quando até debates políticos, o Twitter é aquele em que qualquer palavra já parece um ataque a quem escreveu um tuíte. Pior que o limite de palavras no Twitter parece até fomentar isso mesmo, uma vez que você não consegue desenvolver um raciocínio completo com 140 caracteres.

Já o Facebook é o livro de fofocas. Lá você fica sabendo e vendo tudo da vida do outro e do outro do outro porque nem é preciso ser amigo do amigo pra saber o que o terceiro amigo daquele amigo está fazendo no dia a dia. Nem vou mencionar a parte das fake news em qualquer uma delas.






Como discordar? 

Após fazer esta breve introdução onde poderemos usar diariamente o assunto deste post, apresento o assunto propriamente dito. Aqui quero trazer a pirâmide de Graham para que você identifique onde você se encontra quando está debatendo ou refutando um pensamento. Não é a pirâmide de Maslow da administração e nem é o Graham dos investimentos, vamos ver o que Paul Graham explica em seu site.

A fonte de consulta deste post é o site do Paul Graham (www.paulgraham.com). Paul Graham é um programador, escrito e investidor. Incomodado com a qualidade dos comentários na internet ele resolveu mostrar o quanto não sabemos debater.

O artigo "How to Disagree" foi escrito em março de 2008 e lá ele detalha cada etapa da pirâmide abaixo. Não deixe de ler o artigo completo, pois aqui só vou pincelar o que significa e deixar minhas contribuições para uns debates melhores pelos menos nos perfis que acompanhamos juntos.


O método de argumentação de Paul Graham 


Graham dividiu a pirâmide em 7 partes. Digamos que os extremos, como sempre, podem/devem ser descartados no dia a dia em uma conversa mais informal e veremos o motivo. Ao refutar, discordar ou rebater algum assunto, procure antes identificar em que nível da pirâmide sua resposta se encontra. Se estiver abaixo de quarto nível, evite fazê-la.

Vamos ver da base para o topo.




Nível 0 - Xingamento, ataque direto

O chamado Name-Calling é uma maneira de insultar, humilhar, atacar diretamente um outro indivíduo. É o ato mais baixo e desrespeitoso que alguém pode comentar a um indivíduo. Ele simplesmente é um ataque direto e vemos constantemente isso nas redes sociais, principalmente no Twitter. As vezes encontramos palavras mais rebuscadas mas o teor é a ofensa ao outro.

Você certamente já viu algum comentário do tipo: Você é um babaca! Ah seu gado! Tinha que ser coisa dos seguidores do Bozo! Isso é típico de quem defende bandido, dentre vários outros xingamento e ataques diretos. 

Pois bem, quando você vir algo assim, saiba que essa pessoa não tem nada a contribuir para um debate saudável, não entende do assunto e somente quer atacar a outra pessoa por ela ter uma opinião contrária. Esse é o tipo de gente a qual não merece nem ser refutada em suas ideias. Nunca faça isso com suas respostas por mais que você discorde do outro.

Nível 1 - Ad hominem

No nível 1 ocorre o ataque às características do autor sem se atentar para os argumentos. O foco é o autor e não o que ele quis dizer, deixando assim dúvida sobre o que foi dito. Hoje em dia assistir alguns noticiários virou motivo de piada e isso acontece principalmente com o Jornal Nacional. Mesmo que eles apresentem uma boa notícia, hoje desqualificamos o que foi dito só por ser o Bonner no JN. (claro que eles dão motivos mas aqui é só o exemplo). 

Imagine que o JN apresente uma pesquisa de insatisfação do governo Bolsonaro. Certamente vamos ouvir assim: Lógico que vai mostrar a desaprovação, é o Jornal Nacional né?! Na verdade pode existir sim a desaprovação e quem já ataca a notícia por conta do veículo que a propaga, muitas das vezes não se atenta que realmente exista uma pesquisa mostrando a desaprovação.

Estamos vivenciando demais o nível 1. Essa guerra da cloroquina, COVID-19, fique em casa, lock down e tudo relacionado à pandemia está trazendo demais esse nível. Hoje nós ouvimos alguma coisa da OMS e já descartamos por ser a OMS. (novamente eu sei que eles deram motivo mas isso é outro assunto).

Em suma, tente focar no conteúdo do que foi dito para refutar e não no autor. Muito menos faça um ataque direto sem nem pensar no que está sendo tratado. As pessoas, mesmo que tenham opiniões contrárias, merecem respeito.


Nível 2 - Críticas ao tom

Neste nível o foco não é atacar o emissor, atacar a pessoa como no exemplo acima. Neste nível o ataque é ao tom do que foi dito. Aqui tentam desqualificar o que foi dito pelo modo como foi dito ou pelos erros que possam ocorrer na ortografia. Querem ver um belo exemplo:


 


Este fatídico episódio aconteceu por conta da divulgação da reunião reservada do presidente Bolsonaro com seus ministros. Notem que a manchete da reportagem não menciona nada de conteúdo do que foi falado. Não há nenhum tipo de argumentação ao teor do que foi falado pelo Presidente e seus ministros. A ideia é desqualificar qualquer tipo de conteúdo dizendo que no tom da fala, havia palavrões.

Por mais difícil que seja discordar da alguém ao ler um texto e analisar com isenção de ânimo, temos que tentar, pois esse é o correto. Vemos isso o tempo todo na internet e principalmente nos jornais. Ataques como: Tinha que ser esse fascista ou então tinha que ser esse pinguço falando, não refutam de maneira inteligente o teor da conversa.

Nível 3 - Contradição

No nível da contradição começamos a chegar no básico para uma discussão mais sensata. Digamos que a partir daqui podemos iniciar uma conversa. Neste nível já deixamos de lado os ataques a quem falou algo ou então como falou e nos atentamos ao que foi falado.

O nível 3 não vem com argumentos sólido ainda. Temos aqui apenas afirmações contrárias mas que podem ser desenvolvidas e tornarem-se o nível 4. Vemos isso aqui com um pouco mais de tranquilidade tipo: A corretora disse que investir no setor de commodities é uma boa mas a gente sabe que não é bem assim né?! Ou então, não acredito que ele desconsiderou o recebimento de dividendos nos cálculos de valorização do ativo, isso é fundamental para a decisão se compra ou não.

Por mais que não traga argumentos nem fundamentações, este nível não ataca ninguém diretamente nem tenta desqualificar o que foi dito pelo modo que foi dito, ele contradiz algo apenas.

Nível 4 - Contra-argumento

Vou dizer que o nível 4 para as redes sociais já é um nirvana. Neste nível nós já introduzimos contra-argumentos ao que foi dito. O nível 4 é o nível 3 somado a alguma evidência, razão ou dados. Ainda não é um nível em que os fatos são refutados diretamente. Aqui o argumentador mostra que existem evidências contrárias ao que foi dito mas não necessariamente refutando exatamente o que foi dito.

Um exemplo pode ser: O BPM disse que investir no exterior é bom para proteger parte do seu patrimônio mas eu não preciso proteger meu patrimônio assim. Posso comprar um apartamento que já me sentirei seguro. Perceba que aqui o teor do assunto investir no exterior não é abordado no contra-argumento, a pessoa que está contra-argumentando apenas diz o que faz para se proteger. De qualquer maneira já é um mega avanço nas redes sociais.


Nível 5 - Refutação

No nível refutação o debate já fica construtivo e muito interessante. Neste nível a ideia central é abordada com evidências, dados e fatos. Notem que aqui não há ataques diretos, nem a pessoa e nem a forma de como foi dito. Na refutação o foco no que foi dito foi mantido e os contra-argumentos válidos são feitos em cima do que está sendo falado.

Por exemplo: A mídia disse que o número de mortes por COVID-19 está aumentando cada dia que passa no entanto, quando pegamos os relatórios dos cartórios de registro de notas, quando fazemos pesquisas nos hospitais e quando reunimos todas as informações, vemos que o número de mortos na verdade está estabilizado. O que aconteceu foi que eles pegaram métricas diferentes das atuais para afirmar que o número de mortes está subindo.

Percebam que no exemplo acima o assunto que é mortes por COVID-19 foi mantido. A informação da quantidade foi refutada mostrando que o método utilizado foi diferente do normal e por isso o resultado não foi fidedigno. A refutação se manteve dentro do assunto sem atacar a mídia que falou, sem xingamentos diretos, sem contra argumentar que o número de mortes está errado sem apresentar provas e sem tentar desqualificar o que foi dito pela forma que foi dito.

Este nível é muito alto para debates de redes sociais. Tente achar uma boa conversa com todos esses elementos com isenção de ânimos. Se achar, pode me marcar.


Nível 6 - Refutação do ponto central

Este é o nível mais alto e muito dificilmente encontraremos em redes sociais. Até mesmo em blogs e sites não encontraremos este nível. A refutação do ponto central é mais encontrada em artigos acadêmicos e geralmente, como o título já menciona, vai direto ao ponto central.

Para refutar o ponto central de algum argumento você precisará de mais tempo para elaborar a resposta. Este tipo de refutação pode começar apontando exatamente o que você quer refutar, seguido de suas ideias apresentando dados e contra argumentos sólidos. Para corroborar sua tese você pode citar um teórico do assunto.

Digamos que alguém diga que não é possível bater o índice dos mercado de ações no longo prazo. Logo, você começa a sua tese de que é possível sim e começa a trazer dados e fatos de como pode fazer para bater o mercado. Após analisar toda a fala da outra pessoa, montar a sua tese de que é possível, argumentar, trazer fatos e dados, você ainda pode citar por exemplo Benjamin Graham com a fórmula dele mostrada no livro o Investidor Inteligente, pode mostrar que Warren Buffet tem um retorno acima da média ao longo dos anos e ainda pode demonstrar a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt onde ele apresenta como bater o mercado de ações no longo prazo.

Fazendo isso você refuta o ponto central com maestria de modo que, quem ler do início ao fim, será convencido de que é possível sim bater o mercado de ações. De igual maneira, caso alguém não concorde com sua tese, terá que fazer o mesmo que você fez, ou seja, trazer dados, fatos e inclusive teóricos do assunto para corrobora a tese contrária.


A maioria dos comentários estão até o nível 3 

Agora vamos pegar um exemplo prático. Há algumas semanas, após muitos pedidos, eu fiz um vídeo mostrando o porquê eu não uso a corretora Passfolio. Após algumas pesquisar que fiz, percebi que alguns pontos ainda não estavam esclarecidos. Estes pontos são de conhecimento público e mostrei que a Avenue passou pelo mesmo problema. Meu grande questionamento é que, se a Avenue passou por esse problema e já corrigiu, por quê a Passfolio não iniciou suas operações após já mitigar esse mesmo problema?

Mostrei documentos do que falei, fiz minha análise e defendi minha tese de que ainda não é hora de usar a Passfolio pelos motivos expostos. Os comentários foram diversos, desde aqueles que gostaram de ver tamanho embasamento até aqueles que fizeram ataque puro no nível 0.

Deixo aqui embaixo o vídeo para vocês assistirem mas ao terminar de assistir, leiam os comentários. Tenho certeza que após ler este texto vocês conseguiram identificar em que nível da pirâmide está cada comentário.




Um outro assunto que podemos conversar depois é sobre narrativas. Hoje em dia estamos em uma guerra de narrativas e poucas pessoas conseguem identificar maldades nessas narrativas. A mídia faz a chamada guerra de 5ª Geração onde a guerra da informação está presente o tempo inteiro mas este é um assunto para outro post.


Considerações Finais

Ao não concordar com um ponto de vista, procure rebater com argumentos sólidos, fatos, dados e se possível, apresente um teórico ou um trabalho acadêmico corroborando sua tese. As redes sociais já estão muito tóxicas com polarizações de todos os lados então não alimente essa toxidade apenas respondendo comentários atacando os outros. 

Daqui pra frente faça um exercício mental antes de refutar uma ideia e ao ler os comentários, tente identificar em que nível da pirâmide aquela pessoa está. Vamos contribuir para um debate produtivo em que podemos aprender mais e mais sem desrespeitos às opiniões alheias.

Forte abraço a todos!

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Fala galera da Finansfera!!!


IPCA - Como é calculada a nossa inflação?




Ouvimos muito falar da inflação (IPCA) mas nem sempre sabemos como ela pode nos afetar de verdade. Ouvimos a notícia de que a inflação subiu ou caiu e logo ficamos abismados como isso vai afetar nosso poder econômico mas será que você sabe mesmo como será impactado?

Bom, em investimentos sabemos que o IPCA é largamente usado e neste caso é mais fácil saber como vai impactar pois geralmente é o índice IPCA + alguma coisa então vai ser aquele que a gente vê na TV mais a porcentagem contratada.

Quando se fala na inflação afetando seu dia a dia não é bem assim que acontece. Muitas das vezes ela nem tem um impacto tão grande nas suas finanças como você imagina mas para entender o que quero dizer primeiro vamos ver o que é o índice IPCA.



Sem querer reinventar a roda, segue transcrição do site Portal Brasil onde explica sucintamente o que é o IPCA.

"O IPCA/IBGE foi instituído inicialmente com a finalidade de corrigir as demonstrações financeiras das companhias abertas.O Sistema Nacional de Preços ao Consumidor - SNIPC efetua a produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor tendo como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios (para levantamento de aluguel e condomínio). A população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 (hum) e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões (isso equivale a aproximadamente 90% das famílias brasileiras). Também são produzidos indexadores com objetivos específicos, como é o caso atualmente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial - IPCA-E. A partir do mês de maio de 2000, o IBGE, passou também a disponibilizar através da Internet o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 - IPCA-15. Outros índices foram divulgados nos seguintes períodos: Índice de Preços ao Consumidor - IPC (março de 1986 a fevereiro de 1991); Índice de Reajuste de Valores Fiscais - IRVF (junho de 1990 a janeiro de 1991); Índice da Cesta Básica - ICB (agosto de 1990 a janeiro de 1991); Índice de Reajuste do Salário-Mínimo - IRSM (janeiro de 1992 a junho de 1994); Índice Nacional de Preços ao Consumidor Especial - INPC-E (novembro de 1992 a junho de 1994); Índice de Preços ao Consumidor série r - IPC-r (julho de 1994 a junho de 1995).
Abrangência geográfica: Regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia".

Como podemos ver o índice busca abranger a maior parte da população mas nem sempre você está enquadrado nesses 90% então é interessante calcular seu próprio índice mas para isso vamos detalhar um pouco as categorias calculadas.

Na tabela abaixo podemos ver o peso dos gastos em cada categoria. A tabela mostra o peso dos gastos antes de 2011e após 2012 quando houve uma alteração.


PESO DOS GRUPOS DE PRODUTOS E SERVIÇOS
Tipo de Gasto
Peso % do Gasto
(até 31.12.2011)
Peso % do Gasto
(a partir de 01.01.2012)
Alimentação e bebidas
23,46
23,12
Transportes
18,69
20,54
Habitação
13,25
14,62
Saúde e cuidados pessoais
10,76
11,09
Despesas pessoais
10,54
9,94
Vestuário
6,94
6,67
Comunicação
5,25
4,96
Artigos de residência
3,90
4,69
Educação
7,21
4,37
Total
100,00
100,00


Fazendo sua própria tabela com essas categorias e preenchendo as porcentagens gasta no mês você já terá uma ideia de quanto está próximo ou distante da inflação prevista pelo governo. 

Mas ainda assim podemos ser mais precisos então vamos ver o que entra em cada categoria. Ao todo são 450 itens divididos nessas categorias então veremos que alguns itens aqui nós nunca compramos e outros tem peso maior que previsto pelo governo. 

Segue a tabela da inflação do mês de março de 2017. Fonte Advfn

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 25 de fevereiro a 29 de março de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de janeiro a 24 de fevereiro de 2017 (base).

 Variação mensal de todos os itens que participam da composição do IPCA

Confira abaixo a variação mensal, a variação acumulada anual e a variação acumulada nos últimos doze meses dos preços de todos os produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA de março de 2017.

Mês (%) Ano (%) 12 Meses (%)
ÍNDICE GERAL 0,25 0,96 4,57
1) ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS 0,34 0,24 4,04
1.01) ALIMENTAÇÃO NO DOMICÍLIO 0,31 -0,27 3,00
1.01.01) CEREAIS, LEGUMINOSAS E OLEAGINOSAS -2,82 -10,87 7,47
1.01.01.01) ARROZ -1,13 -1,84 10,54
1.01.01.02) FEIJÃO-MULATINHO -4,50 -0,41 62,72
1.01.01.03) FEIJÃO-PRETO -9,11 -20,59 20,02
1.01.01.04) FEIJÃO-MACASSAR (FRADINHO) 1,33 -2,33 35,54
1.01.01.05) FEIJÃO-CARIOCA (RAJADO) -5,59 -30,01 -14,10
1.01.02) FARINHAS, FÉCULAS E MASSAS -0,24 1,77 10,83
1.01.02.01) FARINHA DE ARROZ 0,53 0,22 3,34
1.01.02.02) MACARRÃO -0,19 -0,30 5,45
1.01.02.03) FUBÁ DE MILHO -0,18 -1,16 16,94
1.01.02.04) AMIDO DE MILHO -0,06 0,58 8,90
1.01.02.05) FLOCOS DE MILHO 1,36 0,61 12,69
1.01.02.06) FARINHA DE TRIGO -3,50 -5,49 -4,89
1.01.02.07) FARINHA VITAMINADA -0,16 0,72 9,17
1.01.02.08) FARINHA DE MANDIOCA 0,40 8,71 28,93
1.01.02.09) MASSA SEMIPREPARADA 0,73 1,34 7,04
1.01.03) TUBÉRCULOS, RAÍZES E LEGUMES 6,25 -1,70 -37,76
1.01.03.01) BATATA-INGLESA 5,08 -8,69 -42,14
1.01.03.02) INHAME 2,58 -19,42 -18,40
1.01.03.03) MANDIOCA (AIPIM) -4,35 0,04 6,81
1.01.03.04) ABÓBORA -2,90 -11,01 -26,00
1.01.03.05) PIMENTÃO -2,34 5,00 -27,30
1.01.03.06) QUIABO -8,53 -15,65 -4,71
1.01.03.07) TOMATE 14,47 4,21 -26,92
1.01.03.08) CEBOLA -0,63 -6,04 -51,15
1.01.03.09) CENOURA 6,83 28,94 -45,47
1.01.03.10) MANDIOQUINHA (BATATA-BAROA) -11,80 -25,21 -7,95
1.01.04) AÇÚCARES E DERIVADOS -1,55 -1,40 9,08
1.01.04.01) AÇÚCAR REFINADO -1,65 -2,04 5,06
1.01.04.02) AÇÚCAR CRISTAL -2,19 -2,83 8,70
1.01.04.03) BALAS -2,09 -1,24 5,45
1.01.04.04) CHOCOLATE EM BARRA E BOMBOM -4,19 -2,01 12,61
1.01.04.05) SORVETE 0,81 -0,13 8,83
1.01.04.06) CHOCOLATE E ACHOCOLATADO EM PÓ 0,73 2,30 10,91
1.01.04.07) DOCE FRUTAS EM PASTA -2,10 -4,39 15,23
1.01.05) HORTALIÇAS E VERDURAS 1,32 10,84 -9,08
1.01.05.01) ALFACE 0,50 10,45 -6,53
1.01.05.02) COENTRO 2,40 9,26 -1,11
1.01.05.03) COUVE -2,39 5,03 -12,17
1.01.05.04) COUVE-FLOR 6,48 14,75 -3,87
1.01.05.05) REPOLHO 6,29 14,72 -28,40
1.01.05.06) CHEIRO-VERDE -0,21 10,05 1,26
1.01.05.07) AGRIÃO 2,36 -0,08 -4,05
1.01.05.08) BRÓCOLIS 4,73 16,50 -8,64
1.01.06) FRUTAS 1,39 -0,71 2,35
1.01.06.01) BANANA-DA-TERRA -0,41 -10,65 -1,97
1.01.06.02) ABACAXI -1,04 7,48 -5,40
1.01.06.03) ABACATE -13,67 -49,31 -3,87
1.01.06.04) BANANA-D’AGUA 0,14 -12,68 23,75
1.01.06.05) BANANA-MAÇÃ -5,42 -12,70 16,12
1.01.06.06) BANANA-PRATA 1,82 3,72 4,90
1.01.06.07) LARANJA-BAIA 2,49 4,34 -26,36
1.01.06.08) LIMÃO -8,94 -50,23 -23,23
1.01.06.09) MAÇÃ -7,24 -12,77 -10,78
1.01.06.10) MAMÃO 7,76 -6,45 -30,79
1.01.06.11) MANGA 18,35 29,87 -4,39
1.01.06.12) MARACUJÁ -15,72 -8,49 -32,12
1.01.06.13) MELANCIA 8,52 10,78 -2,88
1.01.06.14) PÊRA -4,04 -8,26 -10,58
1.01.06.15) TANGERINA -1,16 -6,39 38,75
1.01.06.16) UVA 3,73 -4,98 -14,24
1.01.06.17) LARANJA-PÊRA 5,29 21,84 40,25
1.01.06.18) MORANGO 3,11 3,57 -11,33
1.01.06.19) GOIABA 3,15 -1,26 0,35
1.01.07) CARNES -0,96 -1,86 -0,01
1.01.07.01) FÍGADO -2,43 -2,06 3,46
1.01.07.02) CARNE DE PORCO 1,43 2,26 6,09
1.01.07.03) CARNE DE CARNEIRO 2,74 3,48 -12,52
1.01.07.04) CONTRAFILÉ -1,84 -2,65 -1,19
1.01.07.05) FILÉ-MIGNON -2,31 -4,84 -3,80
1.01.07.06) CHÃ DE DENTRO -1,35 -2,59 -1,88
1.01.07.07) ALCATRA -2,83 -3,76 -0,29
1.01.07.08) PATINHO 0,75 -0,58 -1,62
1.01.07.09) LAGARTO REDONDO -1,58 0,86 1,35
1.01.07.10) LAGARTO COMUM -0,78 -3,31 -2,77
1.01.07.11) MÚSCULO -0,83 -1,56 1,84
1.01.07.12) PÁ 1,26 0,65 0,14
1.01.07.13) ACÉM -0,56 -0,76 0,19
1.01.07.14) PEITO -1,81 -7,28 -3,86
1.01.07.15) CAPA DE FILÉ -1,16 -1,03 0,27
1.01.07.16) COSTELA -0,78 -2,21 0,80
1.01.08) PESCADOS 3,43 6,33 9,29
1.01.08.01) PEIXE-ANCHOVA 13,75 16,45 5,57
1.01.08.02) PEIXE-BADEJO -5,61 1,93 -0,19
1.01.08.03) PEIXE-CORVINA 7,77 4,34 -8,60
1.01.08.04) PEIXE-CAVALINHA 1,21 -4,85 -5,70
1.01.08.05) PEIXE 0,75 3,82 9,31
1.01.08.06) PEIXE-SARDINHA -0,81 2,15 15,41
1.01.08.07) CAMARÃO 2,91 8,68 32,81
1.01.08.08) PEIXE-VERMELHO 1,23 7,09 1,01
1.01.08.09) PEIXE-CAVALA 6,40 0,99 3,82
1.01.08.10) PEIXE-PACU 7,35 -1,50 15,84
1.01.08.11) PEIXE-DOURADO 10,81 19,46 8,65
1.01.08.12) PEIXE-CAÇÃO -4,39 -2,66 -5,47
1.01.08.13) PEIXE-MERLUZA 6,46 6,33 11,24
1.01.08.14) PEIXE-SERRA 2,12 2,20 4,27
1.01.08.15) PEIXE-PESCADA 3,82 9,25 2,87
1.01.08.15) CARANGUEJO 1,00 2,37 -1,42
1.01.08.16) PEIXE-CASTANHA -7,07 -3,53 -3,88
1.01.08.17) PEIXE-SALMÃO 1,91 3,91 18,04
1.01.08.18) PEIXE-TILÁPIA 8,43 5,87 13,02
1.01.08.19) PEIXE-TUCUNARÉ 3,81 11,05 6,04
1.01.08.20) PEIXE-DOURADA 3,81 11,69 12,97
1.01.08.21) PEIXE-PEROA -3,79 -4,94 18,26
1.01.08.22) PEIXE-PINTADO 3,96 8,80 19,62
1.01.09) CARNES E PEIXES INDUSTRIALIZADOS -0,26 1,07 5,25
1.01.09.01) PRESUNTO 0,17 1,82 5,84
1.01.09.02) SALSICHA -0,49 2,25 5,82
1.01.09.03) LINGUIÇA -0,59 2,39 7,74
1.01.09.04) MORTADELA 0,66 -0,11 6,91
1.01.09.05) SALAME -2,47 0,40 -4,43
1.01.09.06) CARNE-SECA E DE SOL -0,24 -2,15 -0,28
1.01.09.07) CARNE DE PORCO SALGADA E DEFUMADA -0,05 -0,79 -3,57
1.01.09.08) HAMBÚRGUER -1,49 1,81 11,52
1.01.10) AVES E OVOS 1,17 -1,56 2,06
1.01.10.01) FRANGO INTEIRO -0,50 -4,63 0,58
1.01.10.02) FRANGO EM PEDAÇOS 0,47 -2,35 1,37
1.01.10.03) OVO DE GALINHA 5,86 6,57 6,28
1.01.11) LEITES E DERIVADOS 1,46 1,86 12,49
1.01.11.01) LEITE LONGA VIDA 2,60 3,62 8,80
1.01.11.02) LEITE CONDENSADO -1,29 -2,15 43,35
1.01.11.03) LEITE EM PÓ 0,13 -0,97 22,51
1.01.11.04) QUEIJO 0,45 0,07 11,97
1.01.11.05) CREME DE LEITE 1,50 6,78 41,53
1.01.11.06) IOGURTE E BEBIDAS LÁCTEAS 0,77 1,90 14,47
1.01.11.07) MANTEIGA 2,22 5,63 35,30
1.01.12) PANIFICADOS 0,73 1,17 4,31
1.01.12.01) BISCOITO 0,48 0,03 5,41
1.01.12.02) PÃO FRANCÊS 0,91 1,00 3,26
1.01.12.03) PÃO DOCE 0,48 0,62 4,19
1.01.12.04) PÃO DE FORMA 0,80 3,23 5,09
1.01.12.05) BOLO 0,55 6,14 9,37
1.01.12.06) PÃO DE QUEIJO -0,89 0,62 6,48
1.01.13) ÓLEOS E GORDURAS -0,75 5,95 8,88
1.01.13.01) ÓLEO DE SOJA -1,25 7,43 9,32
1.01.13.02) AZEITE DE OLIVA -1,41 -1,42 0,51
1.01.13.03) MARGARINA 0,36 4,54 9,61
1.01.14) BEBIDAS E INFUSÕES 0,25 1,35 9,01
1.01.14.01) SUCO DE FRUTAS 0,77 -0,41 5,21
1.01.14.02) AÇAÍ (EMULSÃO) 8,47 23,67 -4,31
1.01.14.03) CAFÉ MOÍDO 1,89 5,20 21,42
1.01.14.04) CAFÉ SOLÚVEL -0,38 0,85 6,92
1.01.14.05) CHÁ 0,21 -0,51 -1,23
1.01.14.06) REFRIGERANTE E ÁGUA MINERAL -0,75 0,71 8,19
1.01.14.07) CERVEJA -0,63 -2,08 3,19
1.01.14.08) OUTRAS BEBIDAS ALCOÓLICAS 0,60 0,73 11,16
1.01.15) ENLATADOS E CONSERVAS 0,62 0,62 6,36
1.01.15.01) COCO RALADO 0,09 4,65 10,10
1.01.15.02) ERVILHA EM CONSERVA 0,76 1,88 13,06
1.01.15.03) PALMITO EM CONSERVA 2,52 2,25 4,36
1.01.15.04) PEPINO EM CONSERVA 1,09 -0,39 -5,28
1.01.15.05) SARDINHA EM CONSERVA -0,44 -0,91 3,53
1.01.15.06) SALSICHA EM CONSERVA 1,53 2,51 3,87
1.01.15.07) CARNE EM CONSERVA 2,25 -0,64 8,27
1.01.15.08) PATÊ 0,23 0,94 11,12
1.01.15.09) SOPA DESIDRATADA 1,65 3,21 8,01
1.01.15.10) AZEITONA 0,86 1,28 6,68
1.01.15.11) MILHO-VERDE EM CONSERVA 0,78 -0,01 13,00
1.01.15.12) ATUM EM CONSERVA -0,46 -1,06 4,32
1.01.16) SAL E CONDIMENTOS 0,78 -0,34 -0,13
1.01.16.01) LEITE DE COCO -0,54 13,21 23,63
1.01.16.02) ATOMATADO 0,53 1,29 4,43
1.01.16.03) ALHO 2,36 -3,78 -9,46
1.01.16.04) SAL -0,88 0,07 6,46
1.01.16.05) FERMENTO -0,32 -0,61 -3,47
1.01.16.06) MAIONESE -0,84 -0,53 -5,29
1.01.16.07) VINAGRE 2,02 3,85 6,07
1.01.16.08) CALDO CONCENTRADO 2,14 3,13 13,16
1.01.16.09) TEMPERO MISTO -0,78 0,16 7,37
1.02) ALIMENTAÇÃO FORA DO DOMICÍLIO 0,41 1,22 6,05
1.02.01) ALIMENTAÇÃO FORA DO DOMICÍLIO 0,41 1,22 6,05
1.02.01.01) REFEIÇÃO 0,37 1,22 4,23
1.02.01.02) LANCHE 0,52 1,45 10,36
1.02.01.03) CAFÉ DA MANHÃ -0,67 0,78 10,14
1.02.01.04) REFRIGERANTE E ÁGUA MINERAL 0,63 -0,02 6,97
1.02.01.05) CAFEZINHO 0,71 0,02 10,76
1.02.01.06) CERVEJA 0,42 1,61 5,60
1.02.01.07) OUTRAS BEBIDAS ALCOÓLICAS 0,22 0,05 6,82
1.02.01.08) DOCES 0,53 0,99 5,90

2) ARTIGOS DE RESIDÊNCIA -0,29 -0,21 1,00
2.01) MÓVEIS E UTENSÍLIOS -0,16 0,38 1,77
2.01.01) MOBILIÁRIO -0,44 0,30 -0,64
2.01.01.01) MÓVEL PARA SALA 0,05 0,52 -0,89
2.01.01.02) MÓVEL PARA QUARTO -1,03 0,32 -0,60
2.01.01.03) MÓVEL PARA COPA E COZINHA -0,09 0,69 2,55
2.01.01.04) MÓVEL INFANTIL -1,19 -2,58 -6,31
2.01.01.05) COLCHÃO -0,82 -1,07 -3,87
2.01.02) UTENSÍLIOS E ENFEITES 0,38 0,86 6,45
2.01.02.01) TAPETE 0,65 0,29 5,07
2.01.02.02) CORTINA 0,08 1,75 7,97
2.01.02.03) UTENSÍLIOS DE METAL -0,14 -0,01 2,79
2.01.02.04) UTENSÍLIOS DE VIDRO E LOUÇA -0,46 -0,39 2,21
2.01.02.05) UTENSÍLIOS DE PLÁSTICO 0,12 0,04 4,48
2.01.02.06) FLORES NATURAIS 0,02 0,04 6,69
2.01.02.07) UTENSÍLIOS DIVERSOS 1,19 2,11 11,27
2.01.03) CAMA, MESA E BANHO 0,05 -0,14 4,20
2.01.03.01) ROUPA DE CAMA 0,28 -0,76 4,44
2.01.03.02) ROUPA DE BANHO -0,61 1,67 3,53
2.02) APARELHOS ELETROELETRÔNICOS -0,50 -1,05 -0,18
2.02.01) ELETRODOMÉSTICOS E EQUIPAMENTOS -0,59 -0,08 0,12
2.02.01.01) REFRIGERADOR -0,37 0,84 0,01
2.02.01.02) AR-CONDICIONADO -0,53 -1,26 6,70
2.02.01.03) MÁQUINA DE LAVAR ROUPA -0,16 0,09 0,01
2.02.01.04) LIQUIDIFICADOR -0,12 -2,33 3,67
2.02.01.05) VENTILADOR -1,86 -2,07 1,19
2.02.01.06) FOGÃO -1,05 -1,23 -2,51
2.02.01.07) CHUVEIRO ELÉTRICO -0,43 0,45 4,20
2.02.01.08) FORNO DE MICRO-ONDAS -1,84 -2,35 5,69
2.02.02) TV, SOM E INFORMÁTICA -0,35 -2,49 -0,63
2.02.02.01) TELEVISOR 1,00 0,56 6,77
2.02.02.02) APARELHO DE SOM -0,87 -2,72 -2,16
2.02.02.03) APARELHO DE DVD -0,68 -2,03 0,89
2.02.02.04) ANTENA 0,39 0,27 -1,69
2.02.02.05) MICROCOMPUTADOR -1,05 -4,47 -4,86
2.03) CONSERTOS E MANUTENÇÃO -0,11 0,10 1,85
2.03.01) CONSERTOS E MANUTENÇÃO -0,11 0,10 1,85
2.03.01.01) CONSERTO DE REFRIGERADOR 0,84 1,90 4,56
2.03.01.02) CONSERTO DE TELEVISOR -0,83 0,82 2,01
2.03.01.03) CONSERTO DE APARELHO DE SOM 0,38 -0,42 2,51
2.03.01.04) CONSERTO DE MÁQUINA DE LAVAR ROUPA 0,62 0,03 4,43
2.03.01.05) REFORMA DE ESTOFADO -0,61 -1,15 -0,72
2.03.01.06) MANUTENÇÃO DE MICROCOMPUTADOR -0,15 -2,72 -6,26
3) COMUNICAÇÃO -0,63 0,65 2,74
3.01) COMUNICAÇÃO -0,63 0,65 2,74
3.01.01) COMUNICAÇÃO -0,63 0,65 2,74
3.01.01.01) CORREIO 0,00 0,00 7,95
3.01.01.02) TELEFONE FIXO -2,24 -2,24 -0,84
3.01.01.03) TELEFONE PÚBLICO -0,22 0,21 4,24
3.01.01.04) TELEFONE CELULAR 0,00 2,53 7,71
3.01.01.05) ACESSO À INTERNET 0,00 0,00 0,00
3.01.01.06) APARELHO TELEFÔNICO -1,14 -1,21 -4,08
3.01.01.07) TELEFONE COM INTERNET – PACOTE 0,00 0,00 0,00
3.01.01.08) TV POR ASSINATURA COM INTERNET 0,00 5,52 5,52
4) DESPESAS PESSOAIS 0,52 1,29 6,64
4.01) SERVIÇOS PESSOAIS 0,50 1,31 7,70
4.01.01) SERVIÇOS PESSOAIS 0,50 1,31 7,70
4.01.01.01) COSTUREIRA 0,79 0,58 2,55
4.01.01.02) MANICURE -0,02 0,93 5,30
4.01.01.03) CABELEIREIRO 0,63 0,64 2,92
4.01.01.04) EMPREGADO DOMÉSTICO 0,52 1,58 9,63
4.01.01.05) DEPILAÇÃO -1,20 -0,44 2,34
4.01.01.06) DESPACHANTE -0,14 3,07 5,03
4.01.01.07) SERVIÇO BANCÁRIO 0,52 1,05 7,74
4.01.01.08) CONSELHO DE CLASSE 0,72 2,17 9,84
4.02) RECREAÇÃO, FUMO E FILMES 0,57 1,26 4,99
4.02.01) RECREAÇÃO 0,16 1,10 3,22
4.02.01.01) CINEMA 1,09 1,99 9,05
4.02.01.02) CD E DVD 1,58 2,18 0,15
4.02.01.03) INGRESSO PARA JOGO -4,09 -5,74 -12,27
4.02.01.04) CLUBE 1,60 5,90 8,18
4.02.01.05) INSTRUMENTO MUSICAL -0,19 -1,55 0,98
4.02.01.06) TRATAMENTO DE ANIMAIS 0,70 2,16 7,56
4.02.01.07) BICICLETA 0,56 0,70 3,04
4.02.01.08) ALIMENTO PARA ANIMAIS 0,75 2,48 17,58
4.02.01.09) BRINQUEDO 0,45 0,02 6,47
4.02.01.10) LOCAÇÃO DE DVD 0,22 0,68 1,26
4.02.01.11) BOATE E DANCETERIA -2,10 -0,71 -3,64
4.02.01.12) JOGOS DE AZAR 0,00 0,00 0,00
4.02.01.13) MOTEL 0,52 0,64 1,34
4.02.01.14) HOTEL 0,34 0,47 -6,06
4.02.01.15) EXCURSÃO -0,67 2,03 2,62
4.02.02) FUMO 1,68 1,68 9,92
4.02.02.01) CIGARRO 1,68 1,68 9,92
4.02.03) FOTOGRAFIA E FILMAGEM 1,29 1,23 9,74
4.02.03.01) MÁQUINA FOTOGRÁFICA 0,82 2,25 10,96
4.02.03.02) REVELAÇÃO E CÓPIA 2,10 -0,43 7,76




5) EDUCAÇÃO 0,95 6,35 8,30
5.01) CURSOS, LEITURA E PAPELARIA 0,95 6,35 8,30
5.01.01) CURSOS REGULARES 1,19 8,26 9,28
5.01.01.01) CRECHE 1,36 9,94 12,41
5.01.01.02) EDUCAÇÃO INFANTIL 1,10 10,22 10,33
5.01.01.03) ENSINO FUNDAMENTAL 1,12 10,05 10,18
5.01.01.04) ENSINO MÉDIO 1,38 9,85 9,98
5.01.01.05) ENSINO SUPERIOR 1,51 7,96 9,94
5.01.01.06) PÓS – GRADUAÇÃO -1,11 -0,78 -0,57
5.01.02) LEITURA 0,16 2,88 7,73
5.01.02.01) JORNAL DIÁRIO 0,00 2,92 5,39
5.01.02.02) ASSINATURA DE JORNAL 0,00 -0,13 3,97
5.01.02.03) REVISTA 0,00 3,09 11,65
5.01.02.04) LIVRO 0,63 3,37 5,06
5.01.03) PAPELARIA 1,27 2,06 9,04
5.01.03.01) CADERNO 1,89 1,80 8,67
5.01.03.02) FOTOCÓPIA -0,60 1,41 5,46
5.01.03.03) ARTIGO DE PAPELARIA 1,09 2,33 9,77
5.01.04) CURSOS DIVERSOS 0,45 3,50 4,70
5.01.04.01) CURSO PREPARATÓRIO 0,47 4,62 6,26
5.01.04.02) CURSO TÉCNICO -0,95 -0,52 1,04
5.01.04.03) CURSO DE IDIOMA 0,95 6,23 6,28
5.01.04.04) CURSO DE INFORMÁTICA 1,10 2,34 4,92
5.01.04.05) ATIVIDADES FÍSICAS 0,00 1,24 2,69

6) HABITAÇÃO 1,18 1,59 4,47
6.01) ENCARGOS E MANUTENÇÃO 0,17 0,85 7,30
6.01.01) ALUGUEL E TAXAS 0,16 0,97 8,12
6.01.01.01) ALUGUEL RESIDENCIAL 0,15 0,54 4,47
6.01.01.02) CONDOMÍNIO 0,23 1,71 7,51
6.01.01.03) TAXA DE ÁGUA E ESGOTO 0,12 1,25 18,89
6.01.01.04) MUDANÇA -0,42 2,28 2,13
6.01.02) REPAROS 0,37 1,05 5,66
6.01.02.01) FERRAGENS 0,83 1,15 3,00
6.01.02.02) MATERIAL DE ELETRICIDADE 0,71 2,20 3,04
6.01.02.03) MATERIAL DE PINTURA -0,43 -0,66 2,45
6.01.02.04) VIDRO 0,41 2,03 4,04
6.01.02.05) TINTA -0,27 0,63 5,09
6.01.02.06) REVESTIMENTO DE PISO E PAREDE 1,07 0,34 -0,63
6.01.02.07) CIMENTO -0,92 -1,84 -5,87
6.01.02.08) TIJOLO 0,53 0,44 -0,75
6.01.02.09) MATERIAL HIDRÁULICO -0,96 0,23 0,37
6.01.02.10) MÃO DE OBRA 0,52 1,57 9,25
6.01.02.11) AREIA 0,81 1,32 1,35
6.01.02.12) TELHA 0,92 0,94 0,82
6.01.03) ARTIGOS DE LIMPEZA -0,27 -0,60 5,24
6.01.03.01) ÁGUA SANITÁRIA -0,15 -0,40 4,42
6.01.03.02) DETERGENTE -0,71 -1,42 4,11
6.01.03.03) SABÃO EM PÓ -0,40 -0,97 4,85
6.01.03.04) DESINFETANTE -1,09 -0,90 6,88
6.01.03.05) INSETICIDA 0,36 -0,71 4,10
6.01.03.06) SABÃO EM BARRA 0,46 1,04 7,48
6.01.03.07) ESPONJA DE LIMPEZA 0,28 -0,31 2,85
6.01.03.08) AMACIANTE 0,03 -0,06 6,35
6.02) COMBUSTÍVEIS E ENERGIA 3,52 3,28 -1,37
6.02.01) COMBUSTÍVEIS (DOMÉSTICOS) 1,05 0,97 3,87
6.02.01.01) CARVÃO VEGETAL -1,25 -5,84 -14,97
6.02.01.02) GÁS DE BOTIJÃO 1,13 0,73 3,97
6.02.01.03) GÁS ENCANADO 0,10 5,75 4,46
6.02.02) ENERGIA ELÉTRICA RESIDENCIAL 4,43 4,13 -3,13
6.02.02.01) ENERGIA ELÉTRICA RESIDENCIAL 4,43 4,13 -3,13
7) SAÚDE E CUIDADOS PESSOAIS 0,69 1,90 10,34



7.01) PRODUTOS FARMACÊUTICOS E ÓTICOS 0,39 0,98 11,68
7.01.01) PRODUTOS FARMACÊUTICOS 0,40 1,11 12,76
7.01.01.01) ANTI-INFECCIOSO E ANTIBIÓTICO 0,47 1,82 12,60
7.01.01.02) ANALGÉSICO E ANTITÉRMICO 0,37 1,37 13,19
7.01.01.03) ANTI-INFLAMATÓRIO E ANTIRREUMÁTICO -0,20 0,94 11,88
7.01.01.04) ANTIGRIPAL E ANTITUSSÍGENO -0,14 1,33 12,18
7.01.01.05) DERMATOLÓGICO 0,70 0,83 11,59
7.01.01.06) ANTIALÉRGICO E BRONCODILATADOR 0,83 1,17 14,06
7.01.01.07) GASTROPROTETOR 0,84 1,75 18,26
7.01.01.08) VITAMINA E FORTIFICANTE 1,05 2,48 13,91
7.01.01.09) HORMÔNIO 0,49 0,15 12,58
7.01.01.10) PSICOTRÓPICO E ANOREXÍGENO 1,19 1,45 13,67
7.01.01.11) HIPOTENSOR E HIPOCOLESTEROLEMICO -0,18 0,35 10,65
7.01.01.12) OFTALMOLÓGICO 0,43 2,20 12,27
7.01.02) PRODUTOS ÓTICOS 0,30 -0,61 -0,83
7.01.02.01) ARMAÇÃO DE ÓCULOS 1,25 -1,26 1,67
7.01.02.02) ÓCULOS SEM GRAU -0,11 -1,33 -6,08
7.01.02.03) LENTES DE ÓCULOS E DE CONTATO 0,26 0,06 1,96
7.02) SERVIÇOS DE SAÚDE 0,88 2,71 11,06
7.02.01) SERVIÇOS MÉDICOS E DENTÁRIOS 0,61 1,85 6,54
7.02.01.01) MÉDICO 0,33 1,51 5,69
7.02.01.02) DENTISTA 0,71 2,10 7,49
7.02.01.03) APARELHO ORTODONTICO 1,05 2,53 7,83
7.02.01.04) ARTIGOS ORTOPÉDICOS -0,24 -0,63 9,32
7.02.01.05) FISIOTERAPEUTA 2,06 3,11 7,94
7.02.01.06) PSICÓLOGO 0,38 1,15 3,87
7.02.02) SERVIÇOS LABORATORIAIS E HOSPITALARES 0,28 1,21 5,42
7.02.02.01) EXAME DE LABORATÓRIO 0,76 2,17 4,65
7.02.02.02) HOSPITALIZAÇÃO E CIRURGIA 0,13 0,96 6,06
7.02.02.03) EXAME DE IMAGEM 0,34 1,18 3,79
7.02.03) PLANO DE SAÚDE 1,07 3,23 13,57
7.02.03.01) PLANO DE SAÚDE 1,07 3,23 13,57
7.03) CUIDADOS PESSOAIS 0,71 1,55 7,22
7.03.01) HIGIENE PESSOAL 0,71 1,55 7,22
7.03.01.01) PRODUTO PARA CABELO 0,40 2,06 9,11
7.03.01.02) FRALDA DESCARTÁVEL 0,71 2,58 7,44
7.03.01.03) PRODUTO PARA BARBA -0,43 -0,54 7,26
7.03.01.04) PRODUTO PARA PELE 0,54 1,16 5,94
7.03.01.05) PRODUTO PARA HIGIENE BUCAL -0,01 0,69 8,87
7.03.01.06) PRODUTO PARA UNHAS 1,66 1,72 9,86
7.03.01.07) PERFUME 1,31 1,52 6,88
7.03.01.08) DESODORANTE 0,53 2,35 8,54
7.03.01.09) ABSORVENTE HIGIÊNICO 1,39 0,39 6,15
7.03.01.10) SABONETE 0,80 1,32 8,59
7.03.01.11) PAPEL HIGIÊNICO -0,56 0,15 2,07
7.03.01.12) ARTIGO DE MAQUIAGEM -0,08 4,39 9,98

8) TRANSPORTES -0,86 0,15 1,77
8.01) TRANSPORTES -0,86 0,15 1,77
8.01.01) TRANSPORTE PÚBLICO -0,57 1,63 5,75
8.01.01.01) ÔNIBUS URBANO 0,31 5,57 6,31
8.01.01.02) TÁXI 0,00 0,41 1,08
8.01.01.03) TREM 0,20 2,50 2,50
8.01.01.04) ÔNIBUS INTERMUNICIPAL 0,44 7,04 10,17
8.01.01.05) ÔNIBUS INTERESTADUAL -1,13 -1,14 5,87
8.01.01.06) PASSAGEM AÉREA -9,63 -26,57 -0,85
8.01.01.07) METRÔ 0,00 0,00 2,57
8.01.01.08) TRANSPORTE HIDROVIÁRIO -8,36 -8,36 -5,85
8.01.01.09) TRANSPORTE ESCOLAR 0,53 2,98 3,00
8.01.02) VEÍCULO PRÓPRIO 0,12 0,46 2,39
8.01.02.01) AUTOMÓVEL NOVO 0,01 -0,08 -0,01
8.01.02.02) EMPLACAMENTO E LICENÇA 0,35 1,06 8,55
8.01.02.03) SEGURO VOLUNTÁRIO DE VEÍCULO 0,39 4,66 10,69
8.01.02.04) MULTA 0,00 0,00 54,20
8.01.02.05) ÓLEO LUBRIFICANTE 0,32 -0,52 -0,69
8.01.02.06) ACESSÓRIOS E PEÇAS -0,83 1,19 3,55
8.01.02.07) PNEU 0,37 0,95 -1,33
8.01.02.08) CONSERTO DE AUTOMÓVEL 0,99 0,73 3,20
8.01.02.09) ESTACIONAMENTO 0,13 0,65 2,65
8.01.02.10) PEDÁGIO 0,01 0,14 7,77
8.01.02.11) LUBRIFICAÇÃO E LAVAGEM -0,71 1,20 1,42
8.01.02.12) AUTOMÓVEL USADO -0,80 -0,64 -2,28
8.01.02.13) PINTURA DE VEÍCULO 2,36 2,32 4,09
8.01.02.14) ALUGUEL DE VEÍCULO -3,57 0,23 -1,57
8.01.02.15) MOTOCICLETA -0,39 0,66 4,48
8.01.03) COMBUSTÍVEIS (VEÍCULOS) -2,68 -1,68 -2,61
8.01.03.01) GASOLINA -2,21 -1,59 -2,07
8.01.03.02) ETANOL -5,10 -2,86 -5,88
8.01.03.03) ÓLEO DIESEL -1,38 0,96 1,90
8.01.03.04) GÁS VEICULAR 0,84 2,37 2,72

9) VESTUÁRIO -0,12 -0,61 2,20
9.01) ROUPAS -0,13 -0,89 1,30
9.01.01) ROUPA MASCULINA -0,31 -0,43 3,55
9.01.01.01) CALÇA COMPRIDA MASCULINA -0,50 -0,34 3,82
9.01.01.02) TERNO 0,09 1,98 8,36
9.01.01.03) AGASALHO MASCULINO -0,39 -1,09 -3,74
9.01.01.04) SHORT E BERMUDA MASCULINA -1,28 -1,26 3,05
9.01.01.05) CUECA 0,90 0,41 5,47
9.01.01.06) CAMISA / CAMISETA MASCULINA 0,10 -0,40 3,84
9.01.02) ROUPA FEMININA -0,01 -1,25 -0,05
9.01.02.01) CALÇA COMPRIDA FEMININA -0,64 -0,88 1,89
9.01.02.02) AGASALHO FEMININO 0,19 -1,58 -2,14
9.01.02.03) SAIA 0,20 -0,35 2,65
9.01.02.04) VESTIDO -0,25 -1,98 -3,55
9.01.02.05) BLUSA 0,39 -1,41 -1,63
9.01.02.06) LINGERIE 1,29 0,26 7,84
9.01.02.07) BERMUDA E SHORT FEMININO -1,16 -2,28 0,50
9.01.03) ROUPA INFANTIL -0,06 -0,97 0,13
9.01.03.01) UNIFORME ESCOLAR 0,19 3,04 5,27
9.01.03.02) CALÇA COMPRIDA INFANTIL 2,21 -0,27 1,71
9.01.03.03) AGASALHO INFANTIL 2,04 0,94 3,66
9.01.03.04) VESTIDO INFANTIL -0,66 -1,21 -1,05
9.01.03.05) SHORT E BERMUDA INFANTIL -0,78 -1,37 3,26
9.01.03.06) CAMISA / CAMISETA INFANTIL -0,82 -1,53 -2,04
9.01.03.07) CONJUNTO INFANTIL -1,24 -2,29 -2,55
9.02) CALÇADOS E ACESSÓRIOS -0,06 -0,25 4,46
9.02.01) CALÇADOS E ACESSÓRIOS -0,06 -0,25 4,46
9.02.01.01) SAPATO MASCULINO 0,04 -0,38 1,32
9.02.01.02) SAPATO FEMININO -0,80 -0,70 0,10
9.02.01.03) SAPATO INFANTIL 1,62 -0,40 3,84
9.02.01.04) SANDÁLIA / CHINELO MASCULINO -0,85 -0,69 4,36
9.02.01.05) SANDÁLIA / CHINELO FEMININO -0,20 -3,00 2,77
9.02.01.06) SANDÁLIA / CHINELO INFANTIL -1,00 -0,24 -1,02
9.02.01.07) BOLSA -0,69 -0,56 0,16
9.02.01.08) TÊNIS 0,56 1,68 10,33
9.03) JÓIAS E BIJUTERIAS -0,31 0,15 0,16
9.03.01) JÓIAS E BIJUTERIAS -0,31 0,15 0,16
9.03.01.01) BIJUTERIA -1,15 -1,01 -5,35
9.03.01.02) JÓIA 0,34 1,10 4,24
9.03.01.03) RELÓGIO DE PULSO 0,06 0,10 9,85
9.04) TECIDOS E ARMARINHO -0,45 1,45 5,55
9.04.01) TECIDOS E ARMARINHO -0,45 1,45 5,55
9.04.01.01) TECIDO -0,17 1,48 4,80
9.04.01.02) ARTIGOS DE ARMARINHO 0,10 3,00 10,17
9.04.01.03) ACORTINADO (MOSQUITEIRO) -2,17 -0,70 2,48

É muita coisa não é? Então, neste caso podemos ver para o mês de março o quanto pesou cada item. Quantas vezes você comeu manga no mês? Viram que a manga teve alta de 18%?  Em compensação o maracujá caiu 15%.


Então o ideal é você pegar as coisas que consome no mês e criar seu índice. Se quiser saber realmente a sua inflação, faça isso e quando a tabela mensal com as alterações nas porcentagens for publicada, você atualiza com os itens que consome e veja o quanto custou. Aí sim você poderá falar que a inflação teve um pacto negativo ou não e de quanto foi no seu salário.

Uma pessoa solteira, que mora com os pais e não tem carro sofre uma inflação muito pequena se não ficar comprando feijão carioca (rajado), claro. 

E você, como anda a sua inflação?

Por enquanto é isso pessoal.

Abraço a todos!


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