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Buscando o primeiro milhão

Blog simples e informal. Assuntos de investimentos no Brasil e no exterior, finanças pessoais, viagens, lifestyle, positivismo e coisas boas da vida. Vamos todos juntos buscar o primeiro milhão com qualidade de vida. As opiniões serão sempre bem vindas.




Fala galera da Finansfera!!!



Se tem uma coisa que a gente vê hoje em dia na internet são discussões, debates, xingamentos, ofensas, desrespeito e várias outras formas de agressão. O mundo está polarizado. A falta de respeito às opiniões alheias assumiram o lugar de ouvir e rebater com argumentos, ideias e fatos. Algumas redes sociais parecem fomentar esse tipo de atitude.

Por isso hoje vou trazer um assunto que, se aplicado pelo menos em parte, podemos melhorar em muito o nível de debate tanto nas redes sociais como pessoalmente ou por escrito em textos. Se você ler este post e concordar em colocar parte em prática, verá que estará evoluindo bastante. Caso não coloque, saberá que está contribuindo apenas para tornar as redes sociais mais tóxicas do que já estão.

A toxidade das redes sociais

Quando falamos de ser tóxica, a rede social, que ao meu ver, é a campeã é o Twitter. Enquanto no Instagram as pessoas ficam postando vida perfeita, maneira correta de ganhar dinheiro e ficar milionário e de vez em quando até debates políticos, o Twitter é aquele em que qualquer palavra já parece um ataque a quem escreveu um tuíte. Pior que o limite de palavras no Twitter parece até fomentar isso mesmo, uma vez que você não consegue desenvolver um raciocínio completo com 140 caracteres.

Já o Facebook é o livro de fofocas. Lá você fica sabendo e vendo tudo da vida do outro e do outro do outro porque nem é preciso ser amigo do amigo pra saber o que o terceiro amigo daquele amigo está fazendo no dia a dia. Nem vou mencionar a parte das fake news em qualquer uma delas.






Como discordar? 

Após fazer esta breve introdução onde poderemos usar diariamente o assunto deste post, apresento o assunto propriamente dito. Aqui quero trazer a pirâmide de Graham para que você identifique onde você se encontra quando está debatendo ou refutando um pensamento. Não é a pirâmide de Maslow da administração e nem é o Graham dos investimentos, vamos ver o que Paul Graham explica em seu site.

A fonte de consulta deste post é o site do Paul Graham (www.paulgraham.com). Paul Graham é um programador, escrito e investidor. Incomodado com a qualidade dos comentários na internet ele resolveu mostrar o quanto não sabemos debater.

O artigo "How to Disagree" foi escrito em março de 2008 e lá ele detalha cada etapa da pirâmide abaixo. Não deixe de ler o artigo completo, pois aqui só vou pincelar o que significa e deixar minhas contribuições para uns debates melhores pelos menos nos perfis que acompanhamos juntos.


O método de argumentação de Paul Graham 


Graham dividiu a pirâmide em 7 partes. Digamos que os extremos, como sempre, podem/devem ser descartados no dia a dia em uma conversa mais informal e veremos o motivo. Ao refutar, discordar ou rebater algum assunto, procure antes identificar em que nível da pirâmide sua resposta se encontra. Se estiver abaixo de quarto nível, evite fazê-la.

Vamos ver da base para o topo.




Nível 0 - Xingamento, ataque direto

O chamado Name-Calling é uma maneira de insultar, humilhar, atacar diretamente um outro indivíduo. É o ato mais baixo e desrespeitoso que alguém pode comentar a um indivíduo. Ele simplesmente é um ataque direto e vemos constantemente isso nas redes sociais, principalmente no Twitter. As vezes encontramos palavras mais rebuscadas mas o teor é a ofensa ao outro.

Você certamente já viu algum comentário do tipo: Você é um babaca! Ah seu gado! Tinha que ser coisa dos seguidores do Bozo! Isso é típico de quem defende bandido, dentre vários outros xingamento e ataques diretos. 

Pois bem, quando você vir algo assim, saiba que essa pessoa não tem nada a contribuir para um debate saudável, não entende do assunto e somente quer atacar a outra pessoa por ela ter uma opinião contrária. Esse é o tipo de gente a qual não merece nem ser refutada em suas ideias. Nunca faça isso com suas respostas por mais que você discorde do outro.

Nível 1 - Ad hominem

No nível 1 ocorre o ataque às características do autor sem se atentar para os argumentos. O foco é o autor e não o que ele quis dizer, deixando assim dúvida sobre o que foi dito. Hoje em dia assistir alguns noticiários virou motivo de piada e isso acontece principalmente com o Jornal Nacional. Mesmo que eles apresentem uma boa notícia, hoje desqualificamos o que foi dito só por ser o Bonner no JN. (claro que eles dão motivos mas aqui é só o exemplo). 

Imagine que o JN apresente uma pesquisa de insatisfação do governo Bolsonaro. Certamente vamos ouvir assim: Lógico que vai mostrar a desaprovação, é o Jornal Nacional né?! Na verdade pode existir sim a desaprovação e quem já ataca a notícia por conta do veículo que a propaga, muitas das vezes não se atenta que realmente exista uma pesquisa mostrando a desaprovação.

Estamos vivenciando demais o nível 1. Essa guerra da cloroquina, COVID-19, fique em casa, lock down e tudo relacionado à pandemia está trazendo demais esse nível. Hoje nós ouvimos alguma coisa da OMS e já descartamos por ser a OMS. (novamente eu sei que eles deram motivo mas isso é outro assunto).

Em suma, tente focar no conteúdo do que foi dito para refutar e não no autor. Muito menos faça um ataque direto sem nem pensar no que está sendo tratado. As pessoas, mesmo que tenham opiniões contrárias, merecem respeito.


Nível 2 - Críticas ao tom

Neste nível o foco não é atacar o emissor, atacar a pessoa como no exemplo acima. Neste nível o ataque é ao tom do que foi dito. Aqui tentam desqualificar o que foi dito pelo modo como foi dito ou pelos erros que possam ocorrer na ortografia. Querem ver um belo exemplo:


 


Este fatídico episódio aconteceu por conta da divulgação da reunião reservada do presidente Bolsonaro com seus ministros. Notem que a manchete da reportagem não menciona nada de conteúdo do que foi falado. Não há nenhum tipo de argumentação ao teor do que foi falado pelo Presidente e seus ministros. A ideia é desqualificar qualquer tipo de conteúdo dizendo que no tom da fala, havia palavrões.

Por mais difícil que seja discordar da alguém ao ler um texto e analisar com isenção de ânimo, temos que tentar, pois esse é o correto. Vemos isso o tempo todo na internet e principalmente nos jornais. Ataques como: Tinha que ser esse fascista ou então tinha que ser esse pinguço falando, não refutam de maneira inteligente o teor da conversa.

Nível 3 - Contradição

No nível da contradição começamos a chegar no básico para uma discussão mais sensata. Digamos que a partir daqui podemos iniciar uma conversa. Neste nível já deixamos de lado os ataques a quem falou algo ou então como falou e nos atentamos ao que foi falado.

O nível 3 não vem com argumentos sólido ainda. Temos aqui apenas afirmações contrárias mas que podem ser desenvolvidas e tornarem-se o nível 4. Vemos isso aqui com um pouco mais de tranquilidade tipo: A corretora disse que investir no setor de commodities é uma boa mas a gente sabe que não é bem assim né?! Ou então, não acredito que ele desconsiderou o recebimento de dividendos nos cálculos de valorização do ativo, isso é fundamental para a decisão se compra ou não.

Por mais que não traga argumentos nem fundamentações, este nível não ataca ninguém diretamente nem tenta desqualificar o que foi dito pelo modo que foi dito, ele contradiz algo apenas.

Nível 4 - Contra-argumento

Vou dizer que o nível 4 para as redes sociais já é um nirvana. Neste nível nós já introduzimos contra-argumentos ao que foi dito. O nível 4 é o nível 3 somado a alguma evidência, razão ou dados. Ainda não é um nível em que os fatos são refutados diretamente. Aqui o argumentador mostra que existem evidências contrárias ao que foi dito mas não necessariamente refutando exatamente o que foi dito.

Um exemplo pode ser: O BPM disse que investir no exterior é bom para proteger parte do seu patrimônio mas eu não preciso proteger meu patrimônio assim. Posso comprar um apartamento que já me sentirei seguro. Perceba que aqui o teor do assunto investir no exterior não é abordado no contra-argumento, a pessoa que está contra-argumentando apenas diz o que faz para se proteger. De qualquer maneira já é um mega avanço nas redes sociais.


Nível 5 - Refutação

No nível refutação o debate já fica construtivo e muito interessante. Neste nível a ideia central é abordada com evidências, dados e fatos. Notem que aqui não há ataques diretos, nem a pessoa e nem a forma de como foi dito. Na refutação o foco no que foi dito foi mantido e os contra-argumentos válidos são feitos em cima do que está sendo falado.

Por exemplo: A mídia disse que o número de mortes por COVID-19 está aumentando cada dia que passa no entanto, quando pegamos os relatórios dos cartórios de registro de notas, quando fazemos pesquisas nos hospitais e quando reunimos todas as informações, vemos que o número de mortos na verdade está estabilizado. O que aconteceu foi que eles pegaram métricas diferentes das atuais para afirmar que o número de mortes está subindo.

Percebam que no exemplo acima o assunto que é mortes por COVID-19 foi mantido. A informação da quantidade foi refutada mostrando que o método utilizado foi diferente do normal e por isso o resultado não foi fidedigno. A refutação se manteve dentro do assunto sem atacar a mídia que falou, sem xingamentos diretos, sem contra argumentar que o número de mortes está errado sem apresentar provas e sem tentar desqualificar o que foi dito pela forma que foi dito.

Este nível é muito alto para debates de redes sociais. Tente achar uma boa conversa com todos esses elementos com isenção de ânimos. Se achar, pode me marcar.


Nível 6 - Refutação do ponto central

Este é o nível mais alto e muito dificilmente encontraremos em redes sociais. Até mesmo em blogs e sites não encontraremos este nível. A refutação do ponto central é mais encontrada em artigos acadêmicos e geralmente, como o título já menciona, vai direto ao ponto central.

Para refutar o ponto central de algum argumento você precisará de mais tempo para elaborar a resposta. Este tipo de refutação pode começar apontando exatamente o que você quer refutar, seguido de suas ideias apresentando dados e contra argumentos sólidos. Para corroborar sua tese você pode citar um teórico do assunto.

Digamos que alguém diga que não é possível bater o índice dos mercado de ações no longo prazo. Logo, você começa a sua tese de que é possível sim e começa a trazer dados e fatos de como pode fazer para bater o mercado. Após analisar toda a fala da outra pessoa, montar a sua tese de que é possível, argumentar, trazer fatos e dados, você ainda pode citar por exemplo Benjamin Graham com a fórmula dele mostrada no livro o Investidor Inteligente, pode mostrar que Warren Buffet tem um retorno acima da média ao longo dos anos e ainda pode demonstrar a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt onde ele apresenta como bater o mercado de ações no longo prazo.

Fazendo isso você refuta o ponto central com maestria de modo que, quem ler do início ao fim, será convencido de que é possível sim bater o mercado de ações. De igual maneira, caso alguém não concorde com sua tese, terá que fazer o mesmo que você fez, ou seja, trazer dados, fatos e inclusive teóricos do assunto para corrobora a tese contrária.


A maioria dos comentários estão até o nível 3 

Agora vamos pegar um exemplo prático. Há algumas semanas, após muitos pedidos, eu fiz um vídeo mostrando o porquê eu não uso a corretora Passfolio. Após algumas pesquisar que fiz, percebi que alguns pontos ainda não estavam esclarecidos. Estes pontos são de conhecimento público e mostrei que a Avenue passou pelo mesmo problema. Meu grande questionamento é que, se a Avenue passou por esse problema e já corrigiu, por quê a Passfolio não iniciou suas operações após já mitigar esse mesmo problema?

Mostrei documentos do que falei, fiz minha análise e defendi minha tese de que ainda não é hora de usar a Passfolio pelos motivos expostos. Os comentários foram diversos, desde aqueles que gostaram de ver tamanho embasamento até aqueles que fizeram ataque puro no nível 0.

Deixo aqui embaixo o vídeo para vocês assistirem mas ao terminar de assistir, leiam os comentários. Tenho certeza que após ler este texto vocês conseguiram identificar em que nível da pirâmide está cada comentário.




Um outro assunto que podemos conversar depois é sobre narrativas. Hoje em dia estamos em uma guerra de narrativas e poucas pessoas conseguem identificar maldades nessas narrativas. A mídia faz a chamada guerra de 5ª Geração onde a guerra da informação está presente o tempo inteiro mas este é um assunto para outro post.


Considerações Finais

Ao não concordar com um ponto de vista, procure rebater com argumentos sólidos, fatos, dados e se possível, apresente um teórico ou um trabalho acadêmico corroborando sua tese. As redes sociais já estão muito tóxicas com polarizações de todos os lados então não alimente essa toxidade apenas respondendo comentários atacando os outros. 

Daqui pra frente faça um exercício mental antes de refutar uma ideia e ao ler os comentários, tente identificar em que nível da pirâmide aquela pessoa está. Vamos contribuir para um debate produtivo em que podemos aprender mais e mais sem desrespeitos às opiniões alheias.

Forte abraço a todos!

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Perdi o foco! 


2020 começou e ainda estou de férias passeando pela casa da minha mãe na praia. É bom demais viver sem estresse de horário, de obrigações e responsabilidades, poder acordar a hora que quiser, dormir a hora que quiser, assistir filme, dormir um filme e tudo mais. Mas, e manter o foco? Como que faz? Parece fácil mas não é!

A primeira semana praticamente toda de janeiro eu não consegui fazer muita coisa das minhas finanças e dos sites. Não fiz nem um vídeo novo sobre investimentos no exterior. Até meu fechamento mensal e anual ficou um pouco atrasado. Atualizar planilha de gastos? Foi difícil.

Tudo isso acontece porque quando temos várias coisas pra fazer, acabamos perdendo o foco. Eu já tinha percebido que, infelizmente, para produzir muito e focar em algo que você queira, o melhor é se isolar. Eu já passei alguns períodos praticamente isolados por causa do trabalho e nestes períodos eu li bastante e estudei muito sobre investimentos. Quando não estou isolado, surge tanta coisa para fazer que não sobra tanto tempo para manter a mesma regularidade das tarefas anteriores.

Desde que vim para casa da mãe na última semana de dezembro, dificilmente consegui sentar duas horas para escrever e estudar. Ler livro? Também não deu! Toda hora chega uma visita e dai bate papo, faz churrasco, almoço, bebe, ri, conta piada, vai a praia, fica bêbado kkkkk, dorme e depois faz tudo de novo.

Tem vários lugares legais para visitar como praias, parques e lojas que você fica pouco tempo em casa ou a frente de um computador. Sem contar as séries de Netflix que são legais. Há quem não goste mas eu gosto e agora estou assistindo Peak Blinders. Com isso tudo fica difícil manter o foco nos estudos.

Você até pode dizer assim: Ah! Mas seja disciplinado e vá para o quarto e mantenha o foco. Parece bem fácil mas não é tão simples ouvir o barulho das ondas, um sol de 40 graus, as pessoas vindo te ver e você enfurnado dentro de um quarto. Pelo menos pra mim que sou facinho para viver na praia, é muito difícil kkkk.


Em busca da FIRE

É aqui que a gente volta ao assunto FIRE. Se você ainda não sabe o que significa, veja este post. Existem alguns blogueiros que já são FIRE como o Srif365.com e também há comunidades de pessoas que já estão chegando lá como o Aposenteaos40.org. Há muito material para estudar e aplicar para atingir a FIRE para justamente viver "de férias".

Esta vida sem obrigações já é vivida e relatada pelo nosso amigo SrIf365. Se você não conhece o blog dele, lá ele conta tudo o que vive, como atingiu a FIRE e como foi seu primeiro ano vivendo apenas de renda. Só que para isso, temos que estudar, trabalhar, economizar e investir bem. 

A FIRE deve ser buscada de acordo com suas necessidades, por exemplo, se quer morar no exterior, então é interessante que tenha renda passiva em dólar. Se quer morar no Brasil, pode deixar maior parte em reais mas não deixe de ter algo no exterior para diversificar. Os gastos devem ser calculados e uma margem de segurança deve ser criada para épocas de dificuldades e emergências.

Participe da comunidade para receber mais informações porque o assunto é extenso demais. Não existe uma única regra e cada pessoa tem uma particularidade diferente. Os gastos vão variar entre pessoas principalmente entre os solteiros, os casados e os casados com filhos. Também vai mudar muito entre casais em que apenas um trabalha e sustenta toda a família.

Diante disso tudo, fica a pergunta:

Como manter o foco?

Mas, calma galera! Não perdi o foco nem muito menos vou parar de escrever, de fazer vídeos e trazer meus estudos tanto aqui quanto no site comoinvestirnoexterior.com. Apenas fiz este post para compartilhar alguns pensamentos e dificuldades sobre manter o foco quando você tem um milhão de outras coisas legais para fazer.

Mantenho-me muito focado e pretendo trazer várias coisas legais neste ano de 2020. Só de vídeos no YouTube já temos mais de 70. Se você ainda não viu, acesse o link e assista. Pretendo fazer mais vídeos e continuar com todas as séries que criei aqui, a Investindo com Pouco dinheiro e a Estratégia  com Bitcoins. 

Como manter o foco? Com disciplina e muita força de vontade. Este post foi escrito as seis horas da manhã quando acordei e não consegui dormir mais. Agora terminando o post vou à padaria comprar pão caminhando pela orla. Quando voltar, após o café, será hora de socializar e dar um mergulho. Dividir o tempo é essencial. Mais tarde, sim, me isolar por 40 minutos para ler um pouco.

Sempre disse que o equilíbrio é a chave de tudo. Não devemos juntar todo o dinheiro e deixar de aproveitar a vida como também não podemos gastar tudo e não economizar nada. Também não devemos nos isolar do mundo para estudar e ficar preso à internet como também não devemos viver na esbórnia sem produzir nada.

Sigamos em frente que 2020 já começou cheio de planos e projetos. E você? Consegue manter o foco facilmente? O que faz para manter o foco ao meio de tanta distrações? Deixe suas experiencias nos comentários abaixo.

Forte abraço a todos!


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Fala galera da Finansfera!!!


​


Resolvi falar de um assunto bastante polêmico e que me deixa profundamente irritado só de ouvir a palavra: Frugalidade! De fato estou brincando quando digo que fico profundamente irritado quando ouço a palavra frugalidade mas o que as vezes me deixa inquieto é como as pessoas falam sobre isso.

Vejo em muitos lugares pessoas falando sobre frugalidade de modo que o comportamento para ser frugal deve ser de nunca viajar, nunca comprar, nunca sair, nunca gastar e sempre que você quiser algo, dê meia volta e não compre pois isso é coisa do sete peles, do coisa ruim, do chão gelado.

Não sou adepto à esse estilo de vida que alguns pregam por aí, muito pelo contrário sou adepto ao estilo de vida: faça tudo o que você quiser, puder e que te satisfaça! Baseio minha vida em outra palavra ao invés de frugalidade, baseio-me em: Equilíbrio!

Ao invés de ficar propagando, não frugalidade mas sim pobreza, miserabilidade, propague o equilíbrio. Vou já falar sobre equilíbrio mas antes vou falar sobre essa pobreza.

Quando falo da pobreza que citei acima não me refiro a pobreza da falta de dinheiro mas sim da pobreza de espírito e até mesmo da ignorância de não ser razoável com seus amigos, familiares e principalmente consigo mesmo. Falo de pobreza de quem tem dinheiro para realizar alguma vontade, algum sonho mas para ter mais dinheiro guardado, deixa de fazer.

Outro dia li por aí um texto que citava uma pessoa que estava pensando em aproveitar uma promoção e alguém, achando-se muito sábio, fez algumas perguntas do tipo se ela usava constantemente aquele serviço ou se a vida dela dali pra frente iria mudar se ela comprasse a promoção. No fim pareceu que foi a coisa mais brilhante que já foi perguntada para fazer alguém economizar dinheiro.

Neste caso eu já faço outras perguntas. Primeira pergunta é se você comprar essa promoção, em que vai te afetar financeiramente? Se for te deixar com dívidas ou se for gastar parte do seu patrimônio já guardado, digo para não comprar e se realmente quiser no futuro, que faça uma espécie de poupança para adquirir como por exemplo a troca de um carro.

Outra colocação que faço é que se o valor for baixo e não te afetar em nada, o que era o caso da pessoa, então que compre e usufrua do produto ou serviço. Ora, dizer que você não precisa comprar algo só porque você não tem o costume de usar é a mesma coisa que dizer para não viajar pois você não viaja todo mês ou todo ano.
Não é porque você não tem o hábito de algo que não vai se dar ao luxo de ter ou usar uma vez ou por um período. Esta colocação refere-se a por exemplo passar um fim de semana em um resort ou Spa, em ficar em um hotel melhor quando viajar, em comer em um restaurante melhor em alguma data especial ou até mesmo para fugir da rotina e etc.

Vai me dizer que uma pessoa que regularmente guarda mil reais por mês, comer uma vez em um restaurante e pagar 200 reais na conta vai fazer ela ficar mais pobre? Talvez fique mais pobre em dinheiro mas na qualidade de vida, no momento desfrutado junto à alguém especial, na experiência de ter saboreado algo diferente, na cultura, acredite, você ficará mais rico.

Pregando essa frugalidade que vejo muito por aí você acaba vivendo uma vida medíocre e pobre. O dinheiro fica todo guardado, o tempo passa e você não usufrui da vida nos momentos certos.

Mas calma, após ter reclamado sobre essa frugalidade que acho desnecessária, vou falar sobre o equilíbrio!


O equilíbrio e a razoabilidade são, na minha opinião, as melhores coisas para uma vida mais proveitosa. Equilíbrio e razoabilidade devem ser aplicado não só à questões financeiras mas a tudo o que é decisão na sua vida.

Meu primo sempre me zoava por eu ter sempre uma porcentagem pra tudo. Do salário eu praticamente tinha 15% pra guardar, 20% pra curtir, 10% para prestações e o resto para as despesas correntes. Claro que essas porcentagens não são reais pois não tenho esse controle assim mas meu primo gostava de dizer que eu fazia isso e era bem engraçado.

Quando você separa uma porcentagem para cada coisa que gosta de fazer você faz um equilíbrio e na hora que deve decidir as quantias você tem que ser razoável. Colocar 5% para aposentadoria e 45% para curtir não é nada razoável assim como guardar 60% do salário e comer miojo 30 dias no mês também não é.

É claro que cada um tem uma situação particular e não estou dizendo para todos saírem gastando suas economias, apenas estou dizendo que temos que ser razoáveis dentro das nossas possibilidades e vontades, friso novamente isso.

Costumo dizer àqueles que me pedem orientação que o mês deve começar com zero na conta. Recebido o salário você separa o das contas, o do investimento, o do lazer e pronto. Se gastar o do lazer no primeiro fim de semana então os outros 3 finais de semana você terá que ficar em casa. Assim como se terminar o mês e ainda tiver dinheiro na conta, este dinheiro deve ir para os investimentos e começar outro mês a partir do zero, assim você vive com seu salário fazendo aportes e ainda se divertindo.

Nada é pétreo. Tudo tem que ser equilibrado e razoável. Se você precisar de um sacrifício por um período para atingir um objetivo, então que seja, o que me refiro é a viver uma vida dessas de cancelar plano de saúde, cancelar academia, não comer comida boa pois é cara, de não consultar especialistas em determinadas áreas como arquitetos, nutricionistas, psicólogo por achar perda de dinheiro e principalmente de deixar passar alguns momentos com seus familiares e ou amigos porque quis guardar aquele dinheiro.

Eu mesmo já tive momentos de total retração em tudo na vida pois tinha um objetivo, assim que atingi voltei ao meu equilíbrio de estar sempre vivenciando tudo o que quero com razoabilidade.




Experimente fazer uma viagem com sua família para um lugar diferente em que vocês possam se divertir muito, isto vai ficar na memória para sempre! Uma vez fiz uma viagem para Califórnia com minha filha e aluguei um Mustang conversível, (o que não é nada absurdo de caro lá e sai pelo preço de um carro normal no Brasil, acredite se quiser, paguei na época em 2015, R$ 1.300,00 por 13 dias). Quando eu viajo alugo carro mais barato que tiver mas naquela ocasião que era comemorando seus 15 anos e uma viagem somente pai e filha, achei que o preço que paguei não se compara com o valor que foi pra ela em realizar uma viagem para o exterior com o pai e andar em um carro que no Brasil é praticamente impossível.

Patrimônio intangível


Vivenciando coisas novas, viajando, passando mais tempo com a família, comemorando com amigos faz você gastar dinheiro mas nestes casos você está investindo em algo intangível que é a experiência, a amizade, o momento especial. Não deixe que a razão tome 100% das suas atitudes pois a emoção é tão importante quanto.

Adquirir cultura, experiências, amizades e etc enriquece a alma e o espírito, te torna mais inteligente e exercita o cérebro. Te faz ser mais tolerante por conhecer mais coisas e pessoas.

Enfim, poderia argumentar e debater em muito essa ideia de frugalidade, equilíbrio e razoabilidade. Defendo que não há uma regra e que se for necessário fazer um sacrifício desses, então que não seja a vida toda e sim temporário. Não é utilizar a famosa frase " vou morrer e vai ficar tudo aí" que vai fazer você gastar tudo e ainda se endividar mas ela acaba deixando aquela interrogação: e se eu morrer?

E você? Como vive a vida? Qual é seu equilíbrio?

Por enquanto é isso pessoal.
 
Abraço a todos!
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