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Buscando o primeiro milhão

Blog simples e informal. Assuntos de investimentos no Brasil e no exterior, finanças pessoais, viagens, lifestyle, positivismo e coisas boas da vida. Vamos todos juntos buscar o primeiro milhão com qualidade de vida. As opiniões serão sempre bem vindas.


 Fala galera da Finansfera!!!



Hoje quero compartilhar com vocês uma indignação que tenho em relação a esse papo de que temos que dar mais condições às classes mais pobres, taxas, impostos, governo, exclusão social nos direitos e algumas coisitas a mais que geram polêmica. Minha intenção não é discutir política, mas sim trazer à reflexão alguns temas que raramente vemos pessoas comentando por aí. Acredito que falta um pouco de bate papo e indignação do povo para que certas coisas mudem.


Dirigir não é para pobre!

Já vou começar o post falando do cerne da questão que quero trazer. Fazendo uma análise mais profunda sobre o direito de dirigir, cheguei à conclusão de que dirigir não é para pobre. Quando digo pobre, me refiro a uma pessoa que receba 2 salários mínimos por mês. Esta classificação foi dada pelo instituto BPM de pesquisas aplicadas porque se considerar o IBGE, pobre é quem vive com U$ 5,50 por dia, ou seja, algo em torno de U$ 165,00 por mês o que equivale a mais ou menos R$ 910,00. 

Quando digo que fico indignado com essas coisas é pelo fato de existirem tantas leis, regras, taxas e tributos absurdos para que você tenha o simples direito de exercer seu direito. Dirigir é algo muito simples, mas o estado acaba complicando, cobrando caro e ainda por cima te reprovando, caso você não faça exatamente como o instrutor indicou e o examinador cobrou. Você fica reprovado por ter esquecido de ligar a seta e aí paga mais taxas,  sendo que no dia a dia quantas pessoas não ligam a seta?

Claro que, com isso, não quero dizer que não devemos ensinar e cobrar que liguem a maldita seta, mas que a educação é melhor do que a cobrança financeira. Não é cobrando dinheiro que exatamente vamos educar o povo. É a conscientização da necessidade de realizar uma ação que educa.

Quando digo que dirigir não é para pobre é porque tirar uma carteira de habilitação é muito caro. Além de caro, é demorado e ineficiente. Mais uma vez repito que não é exatamente eficaz ir até a autoescola, gastar alguns milhares de reais e sair de lá já conscientizado de como devemos dirigir. A conscientização virá com o tempo e com o aprendizado das leis que você pode estudar online sem precisar pagar nenhuma taxa.




Dirigir é um direito seu e algo extremamente normal e necessário

Continuando no raciocínio, dirigir não é um dom ou um privilégio. Dirigir é algo normal, é seu direito e é necessário. Nós dependemos da habilidade de dirigir para trabalhar. Mas o que acontece na nossa sociedade é que para você exercer seu direito você tem que pagar caro e ficar sob rígidas leis de cobrança que, na verdade, tiram seu dinheiro mas não te educam.

Recentemente, estava conversando com o namorado da minha filha e explicando pra ele sobre esse assunto. Ele está tirando a CNH e pagando todas as taxas. É um rapaz de 20 anos que está cursando faculdade e não trabalha, apenas ajuda o avô em algumas questões e é remunerado por isso. Consequentemente, para melhorar sua qualidade de vida e até mesmo para cuidar de seu avô que já tem alguns problemas de saúde, dirigir é uma necessidade para ele.

Milhares de pessoas trabalham como motoristas e pagam caro para trabalhar. Até a aprovação do decreto que eleva para 10 anos a renovação da CNH, a cada 5 anos o cidadão era obrigado a pagar taxas e realizar exames para continuar trabalhando. Claro que o discurso é bonito, a intenção é manter as pessoas saudáveis no trânsito porque pode matar alguém e blá blá blá. Mas uma pessoa dos 20 até os 50 anos praticamente não apresenta problemas tão graves que possa impedir de dirigir. Mesmo assim, ainda há o discernimento da própria pessoa em parar de dirigir caso não esteja bem e da própria família que não quer perder o ente querido em um acidente.

Mas você pode dizer que o estado precisa se certificar disso e a renovação pagando taxas é sim uma necessidade. Bom, neste caso você concorda que o estado é que sabe o que é melhor para você e não você mesmo. Será que o estado está realmente preocupado com sua saúde mais do que você e seus familiares?  Fica a reflexão.


Quanto custa tirar CNH no Rio de Janeiro?

Fiz uma pesquisa rápida com o namorado da minha filha e depois em alguns sites de autoescola na internet. O valor para tirar a primeira habilitação de carro e moto custa em torno de R$ 2.000,00 a R$ 2.500,00. Se alguém tiver números diferentes e quiser atualizar, agradeço.


O que preciso para tirar CNH

Como se já não fosse caro, é burocrático e demorado tirar uma CNH. O custo varia de estado para estado. Pesquisei um pouco no Rio de Janeiro e listei a peregrinação que é tirar uma habilitação para dirigir. Reforço duas coisas aqui: primeiro, se tiver algum dado errado, por favor me corrijam; segundo, quero reforçar que é seu direito, não é nada extraordinário, mas mesmo assim é uma dificuldade tremenda para tirar a primeira CNH. Dito isto, vamos às etapas:

  1. Pagar o tal Documento Único de arrecadação (DUDA) no valor de R$ 300,68 ( se ficar reprovado paga mais R$ 112,38);
  2. Agendar no Detran para levar os documentos e fazer o cadastro. Aqui entra toda aquela eficiência de um órgão estatal né, demora no atendimento, marcação para até um mês à frente e por aí em diante;
  3. Ir até o Detran no horário agendado e realizar o cadastro munido de todos os documentos. Pelo amor de Deus, não vá sem nenhum documento obrigatório senão você tem que fazer tudo de novo.
  4. Fazer o exame clínico em uma clínica indicada por eles;
  5. Após as 4 etapas anteriores completas, você poderá agendar as aulas teóricas. São 45 tempos de aulas teóricas que nada mais é do que ler o código de trânsito. Após, você deverá realizar uma prova de 30 questões e acertar 21 para ser aprovado. Repito, são 45 aulas teóricas para você fazer uma simples prova de trânsito.
  6. Após a aprovação na parte teórica, você estará autorizado a marcar as 20 aulas práticas. Sim, são 20 aulas práticas em uma autoescola credenciada. (sacou a maldade no credenciada? Questões políticas que te obrigam a pagar por isso);
  7. Realizar as 20 aulas o que pode ser uma tarefa bem demorada para quem trabalha e mal consegue realizar uma aula por dia;
  8. Realizar a prova prática e somente após ser aprovado, aguardar no mínimo 5 dias para pegar sua permissão para dirigir.
Vocês conseguem enxergar que o simples ato de dirigir leva mais de um mês para ser permitido? Aquilo que deveria ser simples, rápido e prático é difícil, demorado e nada prático. Tudo isso para que você exerça seu direito de dirigir. Várias regras foram criadas para que você gaste muito dinheiro e tempo para ter seu direito.

Dirigir um carro é mais difícil do que pilotar um avião. Lembro que quando estava na Academia da Força Aérea, tínhamos vários cadetes que não possuíam habilitação mas já pilotavam um avião. Por que eles pilotavam um avião com menos de 18 anos? Porque foi ensinado e eles estudaram bastante tudo referente ao voo. Ninguém cobrou dinheiro deles pra isso.


Reflexões sobre seu direito de dirigir

Para que o post não fique extremamente grande, vou finalizar por aqui deixando algumas reflexões. São algumas questões que eu faço constantemente a mim e a outros para ouvir justificativas e tentar acreditar em alguma delas.

  1. Por que não fazem o exame teórico sem precisar das 45 aulas teóricas e pagas? Poderíamos fazer igual um concurso público. Você se vira para estudar e depois faz a prova. Para garantir que você estudou e sabe das regras, podemos criar uma prova com muito mais questões abrangendo mais tópicos. Se você não passar, terá que estudar mais. Tem pessoas que vão conseguir estudar 10 horas e passar e tem pessoas que vão precisar das 45 aulas;
  2. Por que não permitem que marquemos a prova prática sem necessidade de 20 horas de aula na autoescola? Se você aprendeu a dirigir sozinho, ou com sua família ou até mesmo na autoescola, por que obrigar a ter 20 horas de prática? Tem pessoas que com 10 aulas já estão aptas a realizar a prova;
  3. Por que demorar tanto para entregar sua permissão para dirigir? Qual é o problema em a pessoa realizar a prova e depois ir até um guichê e pegar a impressão de sua permissão? Não consigo entender a dificuldade em agilizar o processo.
Somente essas ações já desburocratizariam o processo de tirar a CNH, ficaria tudo mais barato e ainda por cima permitiria que as pessoas se preparassem no seu tempo. Essas ideias são simples e não são difíceis de implantar. Se você tem mais alguma ideia que facilite a retirada da CNH por parte da população, deixe aqui nos comentários.


    Considerações finais 

Eu tenho muitas outras considerações a fazer sobre este assunto e, por isso, acho que vou fazer um BPMCast para ter mais liberdade de explicar o que quero dizer. Minha ideia é trazer à reflexão que o estado atrapalha sua vida no simples direito de dirigir. Dizem que isso tudo é para garantir sua segurança, mas cobram caríssimo por isso dificultando que as pessoas de baixa renda tirem a CNH. Afinal, alguém que ganha 2 mil por mês tem dificuldade de pagar mais de 2 mil em uma CNH e nem entramos no mérito de quanto custa ter um carro considerando impostos.

Ainda na esteira dos valores altíssimos para tirar a CNH e possuir um carro, entra a questão de criar um IPVA para barcos e jetski. Esse é um assunto para ser debatido depois e, mais uma vez, o estado cria uma dificuldade para o pobre ter esses bens. O sonho é que essas coisas possam ser de fácil acesso a todos e não somente a quem tem dinheiro, mas não é o que o estado quer. Se você acha que o rico está preocupado em pagar um IPVA sobre seu barco, você está enganado, quem está preocupado é aquele amante de náutica que juntou dinheiro para comprar um veleiro de 40 mil reais e vai ter que pagar mais impostos. Soma-se, então, IPVA do carro e do seu pequeno veleiro.

Então, o que você acha do assunto? Extenso e polêmico não é? Deixe seus comentários abaixo e em breve farei um BPMCast para explicar um pouco mais meu ponto de vista e debater o assunto.

Forte abraço a todos!

BPM


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Fala galera da Finansfera!!!



Se tem uma coisa que a gente vê hoje em dia na internet são discussões, debates, xingamentos, ofensas, desrespeito e várias outras formas de agressão. O mundo está polarizado. A falta de respeito às opiniões alheias assumiram o lugar de ouvir e rebater com argumentos, ideias e fatos. Algumas redes sociais parecem fomentar esse tipo de atitude.

Por isso hoje vou trazer um assunto que, se aplicado pelo menos em parte, podemos melhorar em muito o nível de debate tanto nas redes sociais como pessoalmente ou por escrito em textos. Se você ler este post e concordar em colocar parte em prática, verá que estará evoluindo bastante. Caso não coloque, saberá que está contribuindo apenas para tornar as redes sociais mais tóxicas do que já estão.

A toxidade das redes sociais

Quando falamos de ser tóxica, a rede social, que ao meu ver, é a campeã é o Twitter. Enquanto no Instagram as pessoas ficam postando vida perfeita, maneira correta de ganhar dinheiro e ficar milionário e de vez em quando até debates políticos, o Twitter é aquele em que qualquer palavra já parece um ataque a quem escreveu um tuíte. Pior que o limite de palavras no Twitter parece até fomentar isso mesmo, uma vez que você não consegue desenvolver um raciocínio completo com 140 caracteres.

Já o Facebook é o livro de fofocas. Lá você fica sabendo e vendo tudo da vida do outro e do outro do outro porque nem é preciso ser amigo do amigo pra saber o que o terceiro amigo daquele amigo está fazendo no dia a dia. Nem vou mencionar a parte das fake news em qualquer uma delas.






Como discordar? 

Após fazer esta breve introdução onde poderemos usar diariamente o assunto deste post, apresento o assunto propriamente dito. Aqui quero trazer a pirâmide de Graham para que você identifique onde você se encontra quando está debatendo ou refutando um pensamento. Não é a pirâmide de Maslow da administração e nem é o Graham dos investimentos, vamos ver o que Paul Graham explica em seu site.

A fonte de consulta deste post é o site do Paul Graham (www.paulgraham.com). Paul Graham é um programador, escrito e investidor. Incomodado com a qualidade dos comentários na internet ele resolveu mostrar o quanto não sabemos debater.

O artigo "How to Disagree" foi escrito em março de 2008 e lá ele detalha cada etapa da pirâmide abaixo. Não deixe de ler o artigo completo, pois aqui só vou pincelar o que significa e deixar minhas contribuições para uns debates melhores pelos menos nos perfis que acompanhamos juntos.


O método de argumentação de Paul Graham 


Graham dividiu a pirâmide em 7 partes. Digamos que os extremos, como sempre, podem/devem ser descartados no dia a dia em uma conversa mais informal e veremos o motivo. Ao refutar, discordar ou rebater algum assunto, procure antes identificar em que nível da pirâmide sua resposta se encontra. Se estiver abaixo de quarto nível, evite fazê-la.

Vamos ver da base para o topo.




Nível 0 - Xingamento, ataque direto

O chamado Name-Calling é uma maneira de insultar, humilhar, atacar diretamente um outro indivíduo. É o ato mais baixo e desrespeitoso que alguém pode comentar a um indivíduo. Ele simplesmente é um ataque direto e vemos constantemente isso nas redes sociais, principalmente no Twitter. As vezes encontramos palavras mais rebuscadas mas o teor é a ofensa ao outro.

Você certamente já viu algum comentário do tipo: Você é um babaca! Ah seu gado! Tinha que ser coisa dos seguidores do Bozo! Isso é típico de quem defende bandido, dentre vários outros xingamento e ataques diretos. 

Pois bem, quando você vir algo assim, saiba que essa pessoa não tem nada a contribuir para um debate saudável, não entende do assunto e somente quer atacar a outra pessoa por ela ter uma opinião contrária. Esse é o tipo de gente a qual não merece nem ser refutada em suas ideias. Nunca faça isso com suas respostas por mais que você discorde do outro.

Nível 1 - Ad hominem

No nível 1 ocorre o ataque às características do autor sem se atentar para os argumentos. O foco é o autor e não o que ele quis dizer, deixando assim dúvida sobre o que foi dito. Hoje em dia assistir alguns noticiários virou motivo de piada e isso acontece principalmente com o Jornal Nacional. Mesmo que eles apresentem uma boa notícia, hoje desqualificamos o que foi dito só por ser o Bonner no JN. (claro que eles dão motivos mas aqui é só o exemplo). 

Imagine que o JN apresente uma pesquisa de insatisfação do governo Bolsonaro. Certamente vamos ouvir assim: Lógico que vai mostrar a desaprovação, é o Jornal Nacional né?! Na verdade pode existir sim a desaprovação e quem já ataca a notícia por conta do veículo que a propaga, muitas das vezes não se atenta que realmente exista uma pesquisa mostrando a desaprovação.

Estamos vivenciando demais o nível 1. Essa guerra da cloroquina, COVID-19, fique em casa, lock down e tudo relacionado à pandemia está trazendo demais esse nível. Hoje nós ouvimos alguma coisa da OMS e já descartamos por ser a OMS. (novamente eu sei que eles deram motivo mas isso é outro assunto).

Em suma, tente focar no conteúdo do que foi dito para refutar e não no autor. Muito menos faça um ataque direto sem nem pensar no que está sendo tratado. As pessoas, mesmo que tenham opiniões contrárias, merecem respeito.


Nível 2 - Críticas ao tom

Neste nível o foco não é atacar o emissor, atacar a pessoa como no exemplo acima. Neste nível o ataque é ao tom do que foi dito. Aqui tentam desqualificar o que foi dito pelo modo como foi dito ou pelos erros que possam ocorrer na ortografia. Querem ver um belo exemplo:


 


Este fatídico episódio aconteceu por conta da divulgação da reunião reservada do presidente Bolsonaro com seus ministros. Notem que a manchete da reportagem não menciona nada de conteúdo do que foi falado. Não há nenhum tipo de argumentação ao teor do que foi falado pelo Presidente e seus ministros. A ideia é desqualificar qualquer tipo de conteúdo dizendo que no tom da fala, havia palavrões.

Por mais difícil que seja discordar da alguém ao ler um texto e analisar com isenção de ânimo, temos que tentar, pois esse é o correto. Vemos isso o tempo todo na internet e principalmente nos jornais. Ataques como: Tinha que ser esse fascista ou então tinha que ser esse pinguço falando, não refutam de maneira inteligente o teor da conversa.

Nível 3 - Contradição

No nível da contradição começamos a chegar no básico para uma discussão mais sensata. Digamos que a partir daqui podemos iniciar uma conversa. Neste nível já deixamos de lado os ataques a quem falou algo ou então como falou e nos atentamos ao que foi falado.

O nível 3 não vem com argumentos sólido ainda. Temos aqui apenas afirmações contrárias mas que podem ser desenvolvidas e tornarem-se o nível 4. Vemos isso aqui com um pouco mais de tranquilidade tipo: A corretora disse que investir no setor de commodities é uma boa mas a gente sabe que não é bem assim né?! Ou então, não acredito que ele desconsiderou o recebimento de dividendos nos cálculos de valorização do ativo, isso é fundamental para a decisão se compra ou não.

Por mais que não traga argumentos nem fundamentações, este nível não ataca ninguém diretamente nem tenta desqualificar o que foi dito pelo modo que foi dito, ele contradiz algo apenas.

Nível 4 - Contra-argumento

Vou dizer que o nível 4 para as redes sociais já é um nirvana. Neste nível nós já introduzimos contra-argumentos ao que foi dito. O nível 4 é o nível 3 somado a alguma evidência, razão ou dados. Ainda não é um nível em que os fatos são refutados diretamente. Aqui o argumentador mostra que existem evidências contrárias ao que foi dito mas não necessariamente refutando exatamente o que foi dito.

Um exemplo pode ser: O BPM disse que investir no exterior é bom para proteger parte do seu patrimônio mas eu não preciso proteger meu patrimônio assim. Posso comprar um apartamento que já me sentirei seguro. Perceba que aqui o teor do assunto investir no exterior não é abordado no contra-argumento, a pessoa que está contra-argumentando apenas diz o que faz para se proteger. De qualquer maneira já é um mega avanço nas redes sociais.


Nível 5 - Refutação

No nível refutação o debate já fica construtivo e muito interessante. Neste nível a ideia central é abordada com evidências, dados e fatos. Notem que aqui não há ataques diretos, nem a pessoa e nem a forma de como foi dito. Na refutação o foco no que foi dito foi mantido e os contra-argumentos válidos são feitos em cima do que está sendo falado.

Por exemplo: A mídia disse que o número de mortes por COVID-19 está aumentando cada dia que passa no entanto, quando pegamos os relatórios dos cartórios de registro de notas, quando fazemos pesquisas nos hospitais e quando reunimos todas as informações, vemos que o número de mortos na verdade está estabilizado. O que aconteceu foi que eles pegaram métricas diferentes das atuais para afirmar que o número de mortes está subindo.

Percebam que no exemplo acima o assunto que é mortes por COVID-19 foi mantido. A informação da quantidade foi refutada mostrando que o método utilizado foi diferente do normal e por isso o resultado não foi fidedigno. A refutação se manteve dentro do assunto sem atacar a mídia que falou, sem xingamentos diretos, sem contra argumentar que o número de mortes está errado sem apresentar provas e sem tentar desqualificar o que foi dito pela forma que foi dito.

Este nível é muito alto para debates de redes sociais. Tente achar uma boa conversa com todos esses elementos com isenção de ânimos. Se achar, pode me marcar.


Nível 6 - Refutação do ponto central

Este é o nível mais alto e muito dificilmente encontraremos em redes sociais. Até mesmo em blogs e sites não encontraremos este nível. A refutação do ponto central é mais encontrada em artigos acadêmicos e geralmente, como o título já menciona, vai direto ao ponto central.

Para refutar o ponto central de algum argumento você precisará de mais tempo para elaborar a resposta. Este tipo de refutação pode começar apontando exatamente o que você quer refutar, seguido de suas ideias apresentando dados e contra argumentos sólidos. Para corroborar sua tese você pode citar um teórico do assunto.

Digamos que alguém diga que não é possível bater o índice dos mercado de ações no longo prazo. Logo, você começa a sua tese de que é possível sim e começa a trazer dados e fatos de como pode fazer para bater o mercado. Após analisar toda a fala da outra pessoa, montar a sua tese de que é possível, argumentar, trazer fatos e dados, você ainda pode citar por exemplo Benjamin Graham com a fórmula dele mostrada no livro o Investidor Inteligente, pode mostrar que Warren Buffet tem um retorno acima da média ao longo dos anos e ainda pode demonstrar a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt onde ele apresenta como bater o mercado de ações no longo prazo.

Fazendo isso você refuta o ponto central com maestria de modo que, quem ler do início ao fim, será convencido de que é possível sim bater o mercado de ações. De igual maneira, caso alguém não concorde com sua tese, terá que fazer o mesmo que você fez, ou seja, trazer dados, fatos e inclusive teóricos do assunto para corrobora a tese contrária.


A maioria dos comentários estão até o nível 3 

Agora vamos pegar um exemplo prático. Há algumas semanas, após muitos pedidos, eu fiz um vídeo mostrando o porquê eu não uso a corretora Passfolio. Após algumas pesquisar que fiz, percebi que alguns pontos ainda não estavam esclarecidos. Estes pontos são de conhecimento público e mostrei que a Avenue passou pelo mesmo problema. Meu grande questionamento é que, se a Avenue passou por esse problema e já corrigiu, por quê a Passfolio não iniciou suas operações após já mitigar esse mesmo problema?

Mostrei documentos do que falei, fiz minha análise e defendi minha tese de que ainda não é hora de usar a Passfolio pelos motivos expostos. Os comentários foram diversos, desde aqueles que gostaram de ver tamanho embasamento até aqueles que fizeram ataque puro no nível 0.

Deixo aqui embaixo o vídeo para vocês assistirem mas ao terminar de assistir, leiam os comentários. Tenho certeza que após ler este texto vocês conseguiram identificar em que nível da pirâmide está cada comentário.




Um outro assunto que podemos conversar depois é sobre narrativas. Hoje em dia estamos em uma guerra de narrativas e poucas pessoas conseguem identificar maldades nessas narrativas. A mídia faz a chamada guerra de 5ª Geração onde a guerra da informação está presente o tempo inteiro mas este é um assunto para outro post.


Considerações Finais

Ao não concordar com um ponto de vista, procure rebater com argumentos sólidos, fatos, dados e se possível, apresente um teórico ou um trabalho acadêmico corroborando sua tese. As redes sociais já estão muito tóxicas com polarizações de todos os lados então não alimente essa toxidade apenas respondendo comentários atacando os outros. 

Daqui pra frente faça um exercício mental antes de refutar uma ideia e ao ler os comentários, tente identificar em que nível da pirâmide aquela pessoa está. Vamos contribuir para um debate produtivo em que podemos aprender mais e mais sem desrespeitos às opiniões alheias.

Forte abraço a todos!

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Fala galera da Finansfera!!




Hoje vamos ver a importância de investir no exterior e proteger parte do seu patrimônio.  O que me incentivou a escrever este post foi o último acontecimento no governo brasileiro onde o ex-ministro Sérgio Moro fez uma declaração do motivo de estar deixando o governo. Consequentemente, o presidente Jair Bolsonaro fez suas colocações também mas o fato é que, novamente, o Brasil mostra seus riscos político e econômicos.

Dificilmente eu me pronuncio sobre política e desta vez não vai ser diferente. Não vou aqui falar sobre a política em si, sobre o que ronda a saída do Moro, nomeação do superintendente da Polícia Federal, filhos do Bolsonaro ou qualquer coisa que o valha. Vou falar sobre minhas impressões do que acontece com nossa economia e o motivo de ser necessário investir no exterior.

Quando decidi investir no exterior


Eu já vinha estudando investir no exterior desde o início de 2016 mas em dezembro me decidi de vez por começar. Na época eu escrevi um post falando o motivo que me fez começar a investir no exterior. O título do post era: O meu motivo de passar a aportar no exterior a partir de agora. Basta clicar no link para ver o post. Naquela época eu fiquei indignado com a canetada que o governo iria dar e cansei de ficar preocupado com o que aconteceria com todo o meu patrimônio a cada canetada.

A partir de então abri a conta na corretora Interactive Brokers e comecei a comprar ativos todos os meses. Na época o dólar estava entre R$ 3,10 e R$ 3,30 salvo engano. De lá pra cá fui aportando cada vez mais até equilibrar meus investimentos em metade no Brasil e metade no exterior e até então, estou muito satisfeito.

Após muitos estudos e vendo a falta de sites que ensinasse a investir no exterior passo a passo, resolvi então criar o site www.comoinvestirnoexterior.com para mostrar cada etapa que você deve fazer para começar a investir. Se não conhece o site ainda, clique no link acima e faça um tour por tudo o que eu já passei, estudei e estou compartilhando de forma gratuita.

Avançando mais ainda nos estudos, resolvi começar a fazer vídeos apresentando as empresas. Como eu estudo a empresa antes de investir, resolvi compartilhar com vocês o estudo que eu faço. Hoje o canal no YouTube conta com mais de 100 vídeos falando sobre stocks, ETF, REIT, estratégias, corretoras, bancos, imposto de renda, aplicativos e planilhas para controlar seus investimentos. não deixe de conferir.





A fragilidade da política e da economia brasileira


Semana passada o ex-ministro Sérgio Moro resolveu se demitir. Na coletiva que fez para anunciar sua decisão falou várias coisas e vimos novamente como nossa politica é fraca e influencia demais o mercado financeiro. Sérgio Moro é tido como uma das personalidades pública mais íntegras e honestas. Goza de um apoio muito grande da população principalmente por ter sido o juiz principal nos casos da lava-jato.

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito com a promessa de uma nova política. O povo brasileiro estava cansado de tanta corrupção, economia ruim, juros altos, ministros que não eram técnicos, compra de votos no congresso, saída de dinheiro do país para presentear países de ideologias de esquerda, alto desemprego e muito mais.

Aos trancos e barrancos das atitudes do presidente, o governo andou muito bem. Já iniciou colocando reformas em pauta e o congresso foi aprovando. O desemprego diminuiu, os ministros são pessoas altamente qualificadas, técnicas em seus assuntos, não existe histórico de corrupção entre eles e o país estava indo muito bem. Expressão internacional estava melhorando muito e eu até elogiei o discurso do presidente na conferência da ONU, você pode conferir clicando no link.



A bolsa saiu de 60 mil pontos para 120 mil pontos. Oportunidades de investimentos surgiram aos montes. Empresários apostando no Brasil assim como o povo brasileiro. Estava tudo indo muito bem na nossa economia e quando as coisas vão bem, baixamos a guarda e ficamos vulneráveis. O dólar quase chegou em R$ 3,50 e muitas pessoas ficaram esperando cair mais ainda.

Pois bem, mesmo com todo esse cenário desenhado e acontecendo, eu mantive meu investimentos no exterior. Dólar foi subindo, atingiu 4 reais, passou e foi a 4,50. Continuei enviando dinheiro e investindo no exterior. Veio o coronavírus e dólar passou de 5 reais. Mantive a estratégia de dividir os investimentos. Neste momento já estava lucrando tanto com os ativos lá fora quanto com a valorização do dólar.

No Brasil, continuava aportando. Se você me segue a mais tempo, sabe que divulgo minha carteira mensalmente e os gráficos mostrando a evolução dos meus investimentos. Fiz grandes subscrições em FII e aportei bastante em ações, ou seja, ao mesmo tempo que mantinha minha estratégia de investir no exterior para deixar parte do meu patrimônio protegido, também investia no Brasil aproveitando as oportunidades.

Com a pandemia instalada no mundo, tudo caiu demais. Continuei aportando tanto no Brasil quanto no exterior e é aqui que, na cronologia dos fatos, entra a instabilidade do Brasil. Com a demissão de Sérgio Moro, a bolsa despencou e o dólar subiu mais ainda. No exterior estava tudo normal, pois não foi um problema sistêmico e sim pontual na nossa politica. Quase tivemos um Circuit braker por conta disso.

Foi então que novamente eu vi a fragilidade da economia brasileira e dos riscos de manter todo o dinheiro aqui. Alguns podem dizer que é loucura, besteira e que estou exagerando mas pegue na história os acontecimentos e veja se toda vez que o Brasil tenta decolar, algo acontece. Me senti tranquilo em saber que metade está fora. Dólar subiu para mais de R$ 5,70 e meus ativos lá fora subiram. No Brasil, tive 7,5% de perda naquele dia.

Não que seja ruim investir no Brasil, tanto é que metade dos meus investimentos estão aqui mas sempre temos que nos proteger dos riscos e o Brasil oferece um alto risco com sua política. Imaginem em 2022 entra um governo de esquerda novamente? Vai querer correr todo esse risco?

Cenário futuro


Agora vamos fazer uma leve análise do cenário futuro para o Brasil. Estamos na metade do segundo ano do governo Bolsonaro. As reformas que faltam precisam ser aprovadas até o meio do ano que vem. O coronavírus veio e atrapalhou toda a agenda política e econômica. Muito dinheiro está sendo gasto para que pequenas empresas não quebrem e que as pessoas sofram o mínimo possível. 2020 provavelmente será um ano de retração e ai nos restam dois ano a frente.

A instabilidade política ficou maior ainda com a saída do Sérgio Moro. Bolsonaro continua brigando com alguns políticos. Mesmo que ele tenha sido eleito para fazer a nova política, parece que esta nova já começou a envelhecer. Apesar de todos os ministros serem muito bons e trabalharem bastante em prol do país, o momento é bem delicado.

A oposição vai bater pesado. Cada vez mais vão pedir impeachment. Pautas serão travadas no congresso como já está acontecendo. Dólar vai continuar subindo. Essa instabilidade toda vai trazer insegurança ao investidor tanto nacional quanto internacional. Bolsa vai andar de lado. Vai começar a campanha para presidente em 2022 e não sabemos quais serão os candidatos. Governo ficará de mãos atadas e andaremos de lado mais ainda. Alguns dos ministros podem deixar o governo assim como Mandetta e Moro deixaram e desestabilizar mais ainda o governo. Sem contar alguém de esquerda voltando ao poder.

Este é o cenário que prevejo. Não sou o mensageiro do apocalipse e acredito muito no Brasil. Acredito que o governo (não a pessoa do presidente e sim todo o governo) trabalha e muito para levantar o Brasil. Aqui temos muitas oportunidades em infraestrutura, turismo, comércio, indústria e muito mais. Quem investir aqui poderá ter grandes lucros e por isso deixo metade aqui mas de qualquer maneira, se metade do que eu disse acontecer, na melhor das hipóteses o dólar vai permanecer acima de R$ 5,00. Já tem gente prevendo dólar a R$ 7,35.


O que fazer então?


O que fazer então? Não sei vocês mas eu mantenho parte dos meus investimentos no exterior. O risco Brasil é alto assim como as oportunidades. Nossa vida é cotada em dólar. Trigo, petróleo, açúcar, café, aço, tudo é em dólar. Não podemos ficar exposto 100% na economia brasileira tendo o dólar como moeda base para as coisas que consumimos. Não podemos deixar que instabilidades políticas e econômicas tirem nossas noites de sono. Você pode até falar que os Estados Unidos estão sofrendo e vão sofrer economicamente também mas estamos falando de uma crise sistêmica, a do coronavírus. Quando tudo isso passar, qual economia você acha que vai se recuperar primeiro.

Falando na economia americana, as eleições acontecerão este ano por lá e então, o cenário futuro tenderá a ser mais estável após a eleição, coisa que no Brasil vai ficar mais instável. Eleições sempre mexe muito com a economia. Outro ponto importante é que por lá não há canetadas do presidente que afetem o mercado como o nosso. Muitas das empresas produzem para o mundo todo e mesmo que a economia americana não vá bem, os produtos ainda serão vendidos para o mundo. Vejo que somente uma crise sistêmica pode derrubar a economia americana como estamos vendo mas não vejo a economia americana sozinha colapsar.




Comece a estudar investir um pouco no exterior. É simples, barato, legal, fácil e não requer que você tenha muito dinheiro. Estou fazendo uma carteira pública de $100 todos os meses mostrando que é possível investir no exterior com pouco dinheiro. A barreira do idioma não é mais problema, temos corretoras 100% em português como a Avenue.


Considerações Finais

Leia e releia este post quantas vezes forem necessárias para entender que, investir no Brasil é bom no entanto tem alto risco por conta da nossa cultura, política, economia dentre outros fatores. Investir no exterior em moeda forte e em país mais sólido política e economicamente, é importante para manter o valor do dinheiro que você juntou por anos.

Investir no exterior não é ilegal e não requer altas quantias. A partir de cem dólares você pode iniciar uma carteira. Assista o vídeo acima, acesse o site www.comoinvestirnoexterior.com estude bastante sobre os investimentos no exterior e considere ter algo em moeda mais forte. Reflita sobre deixar 100% do seu patrimônio no Brasil.

Não deixe de comentar o que achou o do post e quais são suas ideias. Solicito que seja respeitoso e que não entre em discussões políticas (o que sei que é bem difícil). Tente ater-se ao fato do risco que é ter todo o patrimônio em uma única moeda que não é tão forte assim.

Forte abraço a todos!



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Fala galera da Finansfera!!!




Não poderia deixar de comentar os acontecimentos do momento não é verdade? Como o blog também tem a função de deixar registrado meus pensamentos para, no futuro, eu analisar como pensava, vou falar um pouco do que acho que pode acontecer e o que espero que aconteça.

Jair Messias Bolsonaro é o novo presidente do Brasil. Sem entrar em debates extremamente políticos tratando de partidos ou de candidatos, a democracia foi feita e temos um novo presidente eleito. Quanto àqueles que são da oposição eu digo para aceitarem o fato. Vou fazer breves comentários sobre os cenários que passaram e que talvez se aproximam.

Para os PTistas

Primeiro ponto a destacar: Dilma quase perdeu para Aécio em 2014.

O PT ganhou quatro eleições seguidas. O país teve um crescimento inicial (não vamos comentar a que custo), teve uma euforia e muita coisa melhorou. Logo após alguns anos e muitos escândalos, o PT entrou em decadência e o que faltou foi estratégia. Quando houve a acirrada disputa entre Dilma e Aécio em 2014, o PT já deveria abrir o olho para a massa da população que já não confiava tanto assim em suas proposta. Aécio quase ganhou.

Segundo ponto a destacar: O impeachment mostrou que os brasileiros não estavam mais alinhados com o PT

Logo após Dilma ganhar, não houve uma estratégia de reaver aliados e o próprio povo. As propostas não melhoraram, o país afundou em dívidas, o dólar disparou, inflação na estratosfera e o Brasil se via em uma recessão gigantesca. Esse era o momento pra tentar reaver a simpatia dos brasileiros. Mas como reaver a simpatia dos brasileiros com tanta corrupção? Não sei, talvez expurgando os corruptos e não defendendo-os. A ideologia e o fanatismo levou os PTistas ao local que estão. Como não fizeram isso, veio o impeachment.

Sabíamos que as eleições de 2018 estavam próximas e ao invés de focar em uma estratégia para ganhar as eleições, o PT preferiu o vitimismo, o populismo e apostar na ignorância do povo usando o Lula como injustiçado. Focaram suas energias em dizer que Lula é inocente e que o mundo todo está errado. Brigou com tudo que era poder e insistiu nisso até a hora das eleições.

Terceiro ponto a destacar: PT não focou nas eleições de 2018.

Chegada as eleições de 2018 o PT nem sabia ao certo quem seria seu candidato. A estratégia de buscar em Lula, na cadeia, as propostas para o candidato Haddad foi um tiro no pé. Aquilo que eles viam como sendo a solução dos problemas deles, virou contra e foi mais problema ainda. O povo não gostou de ser enganado. Após o primeiro turno o PT mudou de estratégia. Aproximou sua estratégia com o do candidato de direita. Passou a usar o verde e amarelo e a falar coisas completamente diferente do que sempre pregaram e como se não bastasse, quiseram comprar o povo mais uma vez oferecendo gás de cozinha a 49 reais.

Só um adendo quanto ao gás de cozinha. Quantas vezes no ano vocês compram gás de cozinha? Será que esse desconto de 30 reais afetaria tanta gente assim? Eu mesmo compro gás de cozinha duas vezes no ano mas gasolina coloco de 15 em 15 dias.

Ou seja, a estratégia do PT matou o próprio partido. Não focaram no objetivo final, focaram em dizer que havia uma conspiração contra Lula. Estrategicamente falharam e agora é hora de aceitar que perderam. A democracia tem que funcionar assim, agora temos um outro partido eleito com ideias diferentes, temos que aceitar.

Para os Bolsonarianos

Seu candidato ganhou as eleições. Ganhou mais pela estratégia errada do PT do que por mérito. O candidato de direita veio com discurso que parecia pequeno mas que era o que o povo queria ouvir. Os últimos governos deixaram tantos furos que quem tapar qualquer destes furos já estará fazendo muita coisa em prol do país.

Bolsonaro veio trazendo o discurso da família, da honestidade, do patriotismo e da segurança pública e não é o que precisamos no momento? Veio trazendo também uma ficha limpa que tentaram sujar mas não conseguiram. Trouxe junto a sinceridade e algo que ninguém tinha oferecido antes, um governo feito de técnicos sem distribuição de funções, cargos e ministérios entre os partidos. 

Bolsonaro não prometeu nada a nenhum partido (pelo menos não que tenha conhecimento). Começou a escolher uma equipe isenta de partidos políticos muito conhecedora do assunto que vão liderar. Paulo Guedes é um excelente economista que será testado em combate agora. General Heleno é um grande líder com muito conhecimento de Brasil e do exterior também. Nomeá-lo para ser Ministro da Defesa é colocar alguém lá que entenda do assunto por ter vivido mais de 45 anos em prol disso. Ele não escolheu pessoas que não dominam o assunto para serem os ministros. Vamos acompanhar os próximos ministros.

Juntamente com tudo o que foi dito acima, Bolsonaro também trazia e dúvida sobre conceitos que ele sempre pregou claramente na TV e no Congresso. É a favor da liberação da posse de armas à qualquer cidadão que apresente as condições que serão impostas. (por favor, não comentem naquele tom de que hoje já temos armas sendo vendidas nas Casas Bahias, não é esse o propósito). 

Seu maior ícone era o Ustra, um torturador que não é um bom exemplo mas se formos fazer comparações, o candidato da oposição também idolatra pessoas com passado e ideias nada promissoras. O medo de uma ditadura pairava na cabeça da maioria. A dúvida sobre os gays, as mulheres e os negros era grande na cabeça de muitos, principalmente por influencia da grande mídia.

Muitas dúvidas pairam ainda sobre o Bolsonaro e sua equipe que teremos que aguardar o ano que vem para ter certeza de que vai acontecer o que ele propôs ou o que a oposição falou que ele faria.

À todos os brasileiros

É hora de fiscalização e cobrança! Não é momento de ficarmos choramingando que nosso candidato não ganhou. É hora de colocar as propostas de Bolsonaro embaixo do braço e cobrar tim tim por tim tim. Estejam cientes de que o Brasil não vai virar uma Dinamarca dia 2 de janeiro. A equipe econômica e todos os outros ministérios precisam de tempo para trabalhar. O Congresso precisa se alinhar e votar em prol do Brasil e não em prol dos partidos. A oposição não pode votar só para ser oposição.

Tenham em mente de que os desafios são grandes e temos que acreditar e cobrar. Não é hora de ficar culpando o candidato eleito de tudo o que acontece. Se temos 513 deputados e achamos demais, não o culpem, pois outros presidentes estiveram lá por anos e não mudaram nada. Não culpem Bolsonaro pelas geleiras derretidas na Antártica. Vamos acompanhar os trabalhos e cobrar os resultados assim como deveríamos fazer caso o Haddad tivesse ganhado.

Sejamos mais patriotas e pensemos mais no país. Deixemos as intolerâncias e os discursos de ódio de lado e passemos a ser mais solidários e a cumprir nosso dever de cidadão. Somente assim cresceremos juntos. Vamos conversar e debater ideias sem querer ganhar as discussões. Vamos respeitar a opinião do outro. 

Por fim esta é a leitura que faço do momento e gostaria de deixar registrado aqui até mesmo porque se Bolsonaro for contrário à tudo aquilo que ele pregou durante a campanha, vou saber o que pensava no dia seguinte ao que ele foi eleito.

E você, o que acha do momento atual?

Por enquanto é isso pessoal.

Abraço a todos!

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