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Buscando o primeiro milhão

Blog simples e informal. Assuntos de investimentos no Brasil e no exterior, finanças pessoais, viagens, lifestyle, positivismo e coisas boas da vida. Vamos todos juntos buscar o primeiro milhão com qualidade de vida. As opiniões serão sempre bem vindas.


Fala galera da Finansfera!!!

 




Como vocês sabem, criei o blog em 2014 para ir registrando meus pensamentos e minhas estratégias de investimentos. Até quando farei isto eu ainda não sei mas já estamos há mais de 4 anos no ar então, vamos continuando porque tive muito aprendizado nesse período.

Estava relendo alguns posts antigos e achei um de dezembro de 2016 onde falo sobre Cielo e começar a investir no exterior. Legal de ver meu pensamento na época até porque eu gerlamente escrevo aqui sem preparação nenhuma. Eu penso em algo e escrevo como se estivesse batendo papo e assim fiz naquele dia. Se você não leu o post, clique aqui para ler.

Resumindo, na ocasião eu dei um exemplo do que tinha acontecido com Cielo. Em 2016 ela ainda estava indo bem e o governo à época tinha anunciado um reajuste no repasse de dinheiro que afetaria a Cielo e com isso a ação caiu 6% em um único dia e subiu 8% no dia seguinte quando a notícia não se concretizou. Naquele momento Cielo mostrava uma vulnerabilidade assim como várias outras empresas.

Investir no exterior


O interessante é que eu falei bastante de Cielo mas o objetivo mesmo era falar que estava decidido a investir no exterior para fugir dessas alterações à moda canetada que o Brasil tem. Em 2016 o cenário político era outro completamente diferente de hoje e as perspectivas para o futuro eram obscuras.  

Fato é que eu iniciei os investimentos no exterior desde então e aprendi muito até hoje. O motivo pode não ter sido o melhor mas começar a investir no exterior abriu muitas portas para mim. Hoje estou satisfeito com meus rendimentos, minha carteira está crescendo, estudo diariamente sobre investimentos no exterior e o site que criei está indo muito bem com os tutoriais para você aprender a investir fora. Ainda não conhece o site? Acesse www.comoinvestirnoexterior.com e aprenda a investir no exterior hoje mesmo.

Além de ter criado um site para tratar de assuntos de como investir no exterior, também criei um canal no YouTube mostrando a composição e o histórico de algumas ações e REIT. Acesse o canal do YouTube aqui. Pretendo ainda falar mais ainda sobre investimentos no exterior, pois estou estudando bastante sobre isso. Investir no exterior ainda é um tabu no Brasil. Se mal temos um milhão de CPF cadastrados na Bovespa, imagine quantos temos no exterior? Te digo, menos de 50 mil.



Caso Cielo


Eu mantenho Cielo na conta mesmo após mais de 65% de queda. Na verdade fiquei com ela por uma teimosia. Conversava com um amigo e dizia que ia vender porque ela não ia aguentar o tranco da concorrência dentre outras coisas. Esse meu amigo insistia que o caixa era bom e bla bla bla (esse meu amigo é um Bastteriano). Enfim, nessa discussão de Cielo ser boa ou não, acabei ficando com o papel até cair muito.

Mas, como não posso culpar ninguém pelas minhas atitudes, eu quis ficar com esse "prejuízo", (não é prejuízo porque não vendi ainda), para utilizar em ganhos futuros. Como vocês sabem, podemos abater prejuízos com lucros no caso de venda de ações. Como minha carteira praticamente toda é positiva tendo alguns lucros acima de 200% como o caso de IRBR3, resolvi manter Cielo para, o dia que resolver vender algo, utilizar para não pagar imposto.

Também mantive, pois a porcentagem de Cielo na minha carteira é algo em torno de 3%. No cálculo que fiz do retorno do investimento em Cielo não considerei os dividendos recebidos desde que comprei. Se contabilizar, o prejuízo fica em torno de 50%. Bem ruim ainda né galera mas, fazer o que, não se ganha todas.

Confie nas suas análises


Eu já tinha analisado Cielo e quis vender mas acabei me deixando influenciar por conversas com amigos e não vendi. Eu sempre comento que devemos estudar e não investir com base em conversas que ouvimos ou então em vídeos que assistimos por ai. Existem vários canais nas redes sociais com indicações de compra de ativos e muitos "famosinhos" mostrando suas carteiras, o que acaba induzindo as pessoas com menos experiência. Não caiam nessa, estudem!

Até mesmo minhas postagens devem ser questionadas, afinal eu faço minhas análises com base nas minhas premissas e você pode ter outras que requeiram ações diferentes. Hoje eu leio e assisto bastante coisa na internet mas tomo minhas decisões isoladamente sem ser influenciado por A ou B.



Investimentos no Brasil 

 

Apesar de ter falado que pararia de investir no Brasil e somente investiria no exterior, acabei não fazendo exatamente isto. Tivemos uma reviravolta no país com o impeachment da Dilma e recentemente, a eleição de Bolsonaro. O país entrou em uma expectativa de melhora significativa e a Bovespa começou a disparar. Passamos dos 100 mil pontos e as perspectivas de subir até os 120 mil pontos são grandes se a reforma da previdência passar. 

Após minha "revolta" em 2016 ainda comprei muita coisa no Brasil. Maior destaque para IRBR3 que comprei no IPO em fevereiro de 2017 e mantenho até hoje com rendimentos acima de 220% e BIDI4 que também comprei no IPO mas vendi com aproximadamente 100% de lucro. Ainda aumentei posição em Bancos como Itaú e Bradesco além de Itaúsa e BB Seguridade. Olhando o gráfico da minha carteira em dezembro de 2016 e maio de 2019, podemos perceber que se tivesse parado de investir no Brasil teria perdido algumas boas oportunidades, sem falar nos FII que comprei nesse período.

O mercado brasileiro é promissor e ainda oferece boas condições de ganhos. Ainda estou abrindo posições em outras empresas como EGIE e Fleury. Mais umas 5 estão no meu radar. Os dividendos no Brasil são baixos em relação ao exterior (em porcentagens) mas o crescimento tem sido bom. De qualquer maneira equilibro minha carteira com os ativos no exterior.

Conclusão


Tive um dia de fúria em 2016 onde fiquei revoltado com notícias que impactam o mercado e resolvi iniciar de vez os investimentos no exterior. Estava errado em ficar revoltado mas estava certo em iniciar no exterior. Relendo, hoje, o que escrevi naquela época, vejo que fui um pouco intempestivo mas que essa atitude me levou a algo bom.

De lição fica que: Não podemos decidir nada por influência alheia; não adianta ficar nervoso com decisões do governo e que investir no exterior é bom e rentável. Fica a dica para vocês registrarem certos momentos e no futuro, olhar para trás e ver se a decisão que tomaram estava certa ou errada. Importante é não ter compromisso com o erro.

Abraço a todos!

 

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Fala galera da Finansfera!!!






Outro dia fiz um vídeo falando de Visa e de seu crescimento. O vídeo está no canal do YouTube, confira lá. Depois comecei a conversar com um grupo de amigos sobre grandes retornos. Dei outros exemplos como BlackRock e IRBR3 além de alguns bancos e outros do ramo de varejo. O assunto estendeu-se um pouco mas acho que foi produtivo e eles entenderam o ponto de vista e por isso quis trazer o assunto aqui pra debater com vocês.

Se você ainda não viu o canal do YouTube onde falo bastante sobre as empresas e os REIT no exterior, não perca tempo, clique aqui e inscreva-se. Não deixe de acompanhar o site www.comoinvestirnoexteiror.com

Vale a pena basear-se pelo indicativo Preço / Lucro?


O assunto começou basicamente quando eu mostrei que não devemos só olhar o P/L de uma empresa. Se vocês repararem a Visa Inc, verão que ela sempre teve P/L alto mas cresceu mais de 10 vezes em 11 anos. Se forem observar somente P/L, vocês não investem. Ainda falando em P/L, empresas de tecnologia sempre têm P/L alto. Observe Netflix com mais de 130 de P/L. Google cresceu muito e também tem P/L alto. A Apple é uma que não tem P/L alto mas, sigamos em frente.

Partindo desse principio, podemos ver que várias empresas tiveram crescimento acima de 100, 200% em 10 anos ou menos. Várias empresas cresceram até 10 vezes nos últimos 10/15 anos. BlackRock foi uma delas, Apple, Amazon, Google, Netflix, Visa, Grainger dentre várias outras no exterior. No Brasil já vimos o crescimento recente de Resseguros Brasil IRBR3, Itaú, ITUB3 e 4, Banco Inter BIDI4, Bradesco BBDC3 e 4 dentre outras. Todas essas empresas tiveram um crescimento muito bom nos últimos 10/15 anos. O que falar de Berkshire?

Mas ai vem aquela velha frase: rendimento passado não garante rendimento futuro. Ou então aquela outra: Ah, mas falar isso agora que já passou é mole né, quero ver falar isso antes desse crescimento todo, isso ninguém fala. 




Risco X Retorno


Pois bem, é aqui que entra o risco X retorno de um investimento. Tudo vai depender da gestão da empresa. Se for boa, se for promissora e bem administrada, provavelmente vai ter bons retornos ao longo do tempo. Se não se inovar e se não administrar bem, as chances de ruir são grandes. Já vimos vários exemplos desses como Kodak e recentemente Cielo que sofre com a concorrência.

Mas como saber se a empresa vai crescer? Sinceramente, não sei! Mas sei que se uma empresa tem boa gestão e vem apresentando bons resultados ao longo do tempo, ela tem grandes chances de manter isso e trazer retornos futuros. Se a equipe sabe administrar bem e tem um bom time de inovação, tende a andar pra frente. Foi assim com empresas como a Pepsi, Mc Donalds, Coca Cola dentre outras.

Banco Inter, BIDI4, vai dobrar de tamanho nos próximos anos? Não sei, vamos ter que aguardar os próximos anos para saber se subiu ou não. Fato é que tem crescido desde a abertura de seu IPO e tem aumentado o número de contas a cada dia. Visa Inc vai dobrar de novo? Também não sei mas eles já mostraram que sabem fazer bem feito e estão inovando a cada dia, então neste caso teremos que pagar pra ver. Teremos que entrar no papel e deixar o tempo passar, acompanhando os balanços, para saber se está indo bem ou não.

O arrependimento de não investir


O problema é que a maioria das pessoas olham para trás e falam: Ah, deveria ter entrado naquele ativo naquela época que olhei. Mas quando olham o ativo e acham promissor, não entram por medo. Você só saberá se um ativo vai dobrar de tamanho no futuro esperando o futuro chegar. Se você não entrar no ativo agora no presente, quando o futuro virar presente, você poderá ter perdido a oportunidade grande.

Quem investiu 10 mil dólares em Visa no dia do IPO e reinvestiu os dividendos, que não são muitos, não chega a 1% ao ano, teria hoje mais de 123 mil dólares. BlackRock não fica atrás, assistam ao vídeo para verem o crescimento delas. Se tivesse entrado em BIDI ou IRBR também teriam triplicado seu capital, ai vem a pergunta, você entrou? Permaneceu? Nem vou comentar o caso de Magazine Luiza.

Quando vender uma ação


Quando um ativo dá sinais de má administração e perda de market share, aí sim é hora de sair dele. Cielo já deu esse indicativo há bastante tempo. General Electric, GE também foi outra que deu esses sinais. Eu tinha entrado em GE a 27 dólares se não me engano e depois vendi a 23 dólares. Nesse período saíram 3 balanços e tivemos duas troca de CEO e nada melhorou. Hoje está na casa dos 10 dólares mas já chegou a 7. GE não deu indicativos de que melhoraria, vamos ter que acompanhar os balanços para ver se acontece um turnaround.

Será que temos oportunidade em GE e Cielo? Talvez sim. Para quem comprou GE a 27 dólares e não vendeu até hoje, quando custa 10, teve um baita prejuízo mas quem comprou a 7 e vendeu agora em 10, teve um lucro de mais de 30%. Será que dá pra fazer isso com Cielo? Novamente voltamos ao risco X retorno. Você se arrisca mais para ter um retorno maior.

Conclusão


Pensem no longo prazo. Aqueles que falam que são Buy&Hold, fiquem com o ativo por mais tempo  e acompanhem os balanços. Não sejam imediatistas. Não esperem comprar hoje e subir amanhã. O imediatismo tira as pessoas do mercado muito rápido. Grandes empresas com boa gestão tendem a crescer e muito. Temos vários casos tanto no Brasil quanto no exterior. Seja paciente!


Agora me diga, qual o papel mais antigo em sua carteira?


Abraço a todos!



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Fala galera da Finansfera!!!





Vou tratar aqui de um assunto polêmico mas que é interessante refletir sobre ele. Trata-se de falar se preço de compra de um ativo importa ou não. Em primeiro lugar quero dizer que esta é uma opinião pessoal e respeito todas as outras. O mercado só funciona porque temos opiniões diferentes então enquanto um compra, o outro vende e assim caminha a humanidade.

Já fiz um post sobre este assunto mas tem tempo que não comento mais. Caso queira acessar o post, clique aqui. Mas agora achei bem oportuno trazer novamente o assunto quando a Grendene apresentou resultados ruins e o preço deu uma bela caída.

Muitas pessoas falam que preço não importa mas quando as ações caem, logo querem comprar mais. Quando os preços sobem, essas pessoas dizem que não tem dinheiro para investir e por isso não compram aquele ativo que tá com o preço lá em cima. Lembro bem de uma conversa que eu tive com um amigo quando Cielo ainda estava a R$ 15,00. Ele disse que comprava e preço não importava então ofereci as minhas para ele ao custo de R$ 20,00. Claro que ele não quis.

Fato é que nós precisamos de uma margem de segurança na hora de investir. Esta margem de segurança é baseada no preço do ativo. Sabemos que para investir é necessário analisar os balanços, ver a solidez da empresa, ver a dívida e mais um monte de indicativos mas ainda assim temos que olhar o preço. Valuation pra mim faz muito sentido. Se posso pagar 90 reais por uma nota de 100, pra quê pagar 110? Com este pensamento que trago o questionamento novamente.



O preço de um ativo importa na hora da compra?


O caso da Grendene veio bem à calhar neste momento. Eu tinha Grendene e depois resolvi vender. Sai da operação com um bom lucro em 2017, mas percebi que não fiz um post mostrando os detalhes. Tenho que escrever mais minhas ideias porque no futuro será interessante ver o que pensava. O que  eu que fiz foi relatar no fechamento mensal, acompanhe aqui. Eu vendi Grendene com lucro de 35% pra entrar em Bradesco que estava super descontada abaixo de R$ 25,00 à época.

Depois de ter vendido e ela ainda ter subido, eu tracei um valor máximo para pagar e girava em torno de R$ 20,00. Eu não queria pagar mais do que isso. Lembrando que ela teve o Split pra 3 vezes. Passou a custar algo em torno de R$ 8,00. Fiquei de fora até que estivesse dentro da ideia do meu preço. Fiz isso para ter uma margem de segurança.

Como o mercado é cíclico, não tive pressa e resolvi aportar em outras opções. Neste meio tempo entrei e sai em BIDI, entrei em IRBR3, aumentei posição em BBDC3 dentre outros investimentos. Eis que chega a hora de olhar para Grendene novamente. A empresa estava indo muito bem mas, como o mercado é cíclico, novamente deu entrada dentro da minha margem de segurança.

Comprei então Grendene a R$ 6,80. Dentro do que eu me propunha a pagar, o preço seria o equivalente a R$ 20,40 caso não tivesse acontecido o Split. Após a compra do papel, o ativo subiu chegando à cotação máxima de R$ 9,34 em fevereiro de 2019. Neste momento já tinha subido o preço teto para algo em torno de R$ 7,60 mas não comprei nada.


Resultado trimestral da Grendene


No último resultado trimestral a Grendene foi decepcionante. Sem entrar no mérito de analisar a empresa, o lucro caiu demais e o papel despencou quase 10% em um único dia. É aqui que preço começa a importar pra mim.

Como comprei a R$ 6,80 então tenho uma margem de segurança boa para esperar mais um trimestre e ver como o papel se comporta. Como mostra a imagem acima, o fechamento foi em R$ 7,32 ou seja, ainda estou 7,6% acima do preço de compra. Isso que transmite uma tranquilidade maior. Nesta conta não estou considerando os dividendos pagos.

Se eu tivesse comprado Grendene a R$ 9,00 hoje estaria em um "prejuízo" de mais de 20%. Mesmo que seja uma boa empresa, ninguém gosta de ver uma posição recuar 20% em pouco tempo. Quem tem Cielo, como eu, sabe bem disso. Se eu for considerar os dividendos pagos, o preço médio vai abaixo de R$ 6,40 e ai a margem de segurança aumenta.

Mesmo que Grendene venha a R$ 6,80 que é meu preço médio, ela paga um yeld de 4,3% o que rende mais do que a renda fixa hoje em dia. Se considerarmos uma renda fixa pagando IPCA + 4,5%, podemos descontar o IPCA e fazer um cálculo em cima dos 4,5%. Aqui temos que tirar 15% de imposto de renda e sobra 3,82% o que já é menos do que os dividendos da Grendene, ou seja, ruim de tudo ela vira uma renda fixa melhorada.

Eu acredito que a Grendene vai melhorar este resultado e se o preço vier abaixo de R$ 7,00 eu volto a comprar mais. Vou ficando de olho e deixando uma graninha guardada para aproveitar essa oportunidade, caso chegue. Os próximos 6 meses serão bem decisivos para saber se compro mais ou se vendo. Espero que os próximos resultados melhorem.

Conclusão


Muitas pessoas dizem que preço não importa mas para mim importa sim. Prefiro comprar algo com margem de segurança melhor como o caso explicado da Grendene. Comprar bons ativos a um preço mais descontado deixa a gente mais tranquilo quando vem uma tempestade como um balanço ruim. Temos tranquilidade de deixar a empresa trabalhar mais um semestre para depois decidir o que fazer.

Vou mantendo minha posição e acompanhando os acontecimento. Com o papel abaixo de R$ 7,00 eu volto a comprar aos poucos. Este preço não está nada longe.

E você? O que acha sobre preço? Importa ou não? Deixe seus comentários abaixo.

Abraço a todos!


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Fala galera da Finansfera!!!

Investir no índice Bovespa é bom ou ruim?





Quando falamos em investir em ações no longo prazo não significa pegar o índice Bovespa e fazer um cálculo de quanto teria rendido caso tivéssemos comprado há 10 anos, até porque ninguém compra todos os papéis que estão no índice. 

Como bem falou o Aposente aos 40 em sua séria sobre a TSR4, muitas empresas que estavam listadas há 20 anos não existem mais e assim fica difícil fazer um comparativo com o índice IBov. 

Quando falamos em investir em ações no longo prazo, temos que ter em mente o nosso próprio índice. Assim como o índice IPCA, que é a inflação, é repleto de itens que não consumímos, o Ibov é repleto de ações que não temos vontade nenhuma de comprar. 

IPCA (Inflação)

O IPCA mede a corrosão no seu poder de compra, ou seja, quanto mais inflação, menos poder de compra você tem. No caso da inflação também devemos fazer nosso índice pegando os principais itens de consumo rotineiros como escola, luz, alimentação, combustível e outras e assim ver o impacto no nosso custo de vida. 

Se você tem dois filhos na escola, dois carros em casa e mora em uma região de muito frio onde precisa de aquecedor a maior parte do tempo, sua inflacão será  muito maior do que de alguém que não tenha filhos e more com os pais. Você sabia que no índice IPCA entra até jogos de azar?  Se não sabe como é calculado o IPCA, dê uma olhada neste post. 

Índice de ações?

O índice Bovespa tem hoje 65 ações. Muitas dessas ações são conhecidas do nosso dia a dia e algumas tem participação grande no índice como a VALE3 que tem 12,23% mas de outro lado, algumas são bem pequenas como a Ecorodovias com 0,113% de participação. 

As 5 maiores participações somam sozinhas 44,16% do índice Bovespa, são elas em ordem decrescente: VALE3, ITUB4, PETR4, BBDC3 e PETR3, ou seja, se você não investe nessas, seu resultado será bem diferente do IBov. 

Já na outra ponta 39 ações não compõe 1% cada. A quadragésima ação que é a CIEL3 tem 1,002%, ou seja, todas as outras abaixo dela são zero vírgula alguma coisa. A soma das 39 menores é de 20,65%. 

Quando falamos em investir em ações no longo prazo estamos na verdade falando em escolher ações que encaixem no seu perfil ao longo do tempo mas não necessariamente precisa ficar com o mesmo ativo por 10 anos. 

 Como você vive a vida? Frugalidade ou equilíbrio?


Devemos ficar comprado em um papel somente se ele atender aos fundamentos, se perder os fundamentos a gente vende mas acaba comprando outro papel melhor no momento. Eu uma vez vendi Grendene para comprar Bradesco e agora que Grendene chegou a um preço que eu acho justo pagar por ela, estou recomprando.

Desta maneira estaremos de certo modo aproveitando o que tem de melhor no momento. Por exemplo: Bancos no Brasil sempre deram excelentes lucros então vamos pegar os dois maiores privados, Itaú e Bradesco. 
Quem investe em um desses dois bancos pode ter a certeza de estar sempre lucrando no longo prazo vide o gráfico abaixo. 


Gráfico de 10 anos de BBDC3. Reparem que há aproximadamente 10 anos ela valia R$ 6,00 e de lá pra cá sempre pagou dividendos e bonificações.





Gráfico de 10 anos de ITUB3. De igual maneira ao Bradesco, já custou R$ 8,00 e de lá pra cá também sempre pagou bons dividendos.

Se a cada ciclo de baixa tivéssemos comprado mais ações, aumentaríamos a posição e consequentemente o aumento de dividendos, subscrição e bonificações ao longo do tempo. É exatamente nessas horas que devemos aumentar a posição e fortalecer a carteira. Vem daí a maior parte de ganhos com ações no longo prazo. 

Reparem no ganho de capital de quem comprou a ação há 10 anos. Neste estudo não estou considerando os dividendos, subscrições nem bonificações. Se considerarmos somente o índice Bovespa, não estaremos considerando esta gestão ativa. Também temos que considerar vender ativos caso eles percam os fundamentos. Mas cuidado para não girar a carteira e acabar derretendo parte do seu patrimônio, tem que ser uma estratégia segura e precisa paciência para executá-la.

Fazendo essa gestão ativa podemos dar um grande up na carteira no longo prazo. 



Caso da Cielo.

Cielo é uma empresa que dominava o mercado. Era praticamente um duopólio sobre o pagamento com cartão de crédito nas lojas e a Cielo era a número um. Mas como a livre concorrência é uma maravilha, o Banco central resolveu permitir que outras empresas explorassem o mercado e com isto outras Fintechs iniciaram no ramo. Hoje temos Stelo, que foi comprada pela Cielo recentemente, Stone, Rede dentre outras.

Cielo dominava o mercado e agora perdeu mais de 50% no preço de suas ações. Uma análise um pouco mais apurada, na minha visão, posso fazer em outro post mas em resumo já adianto que não creio que ela retorne ao patamar anterior devido às grandes concorrentes. Hoje ainda mantenho Cielo até o próximo balanço pra ver se ela se recuperou mas se não houver boas perspectivas no médio prazo, vou vender o papel com prejuízo e entrar em outro que estiver melhor no momento.

Já viu o impacto que Cielo está fazendo na minha carteira? Clique aqui e veja a performance dos ativos.

Índice BPM

O índice BPM tem aproximadamente 3 anos e meio e nesse meio tempo eu fui aumentando a posição em algumas ações, adicionei outras à carteira e vendi somente duas, Cemig e Grendene. Com isso posso fazer uma análise se meu índice bate o Ibov ou não. Posso comparar com meu próprio índice de renda fixa atrelada ao CDI ou ao IPCA pois tenho diferentes títulos em minha carteira.

Mas devo dizer que eu não fico fazendo comparações com esses índices. Eu invisto por conta própria, vejo meus rendimento mas não fico comparando pra saber se bati ou não o CDI, pois se for pra pensar que teria sido melhor investir no CDI do que o que estou fazendo, melhor não me estressar em estudar e escrever.

Conclusão

Estude bastante e crie suas premissas. Invista em ativos que te deixe dormir confortavelmente sem a neurose de ficar olhando se o preço caiu 3% ou mais. Tenha em mente que o investimento em ações é para longo prazo e ficar olhando os índices não vai te trazer um reflexo real da sua carteira. Faça seus investimentos de modo ativo, caso uma ação deixe de ser interessante, venda! 

Não se fixe em rendimentos do índice Bovespa, atenha-se ao seu índice que pode ser melhor ou até mesmo pior que o IBov, no entanto é a sua realidade. 

Por enquanto é isso pessoal.

Abraço a todos!




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